Odarongi da Silva (ignorado ao contrário), Epslon, Proprietário Possuidor, Senhor do Bonfim, Virgem dos Pobres e mais recentemente “Melão” são alguns nomes que funcionam como executados nos processos da 15ª Vara Cível da Capital – Fazenda Pública Municipal, e povoam o cotidiano do servidor Hélder Torres Cavalcante. Analista judiciário desde 2003, Hélder já atua atuava no Judiciário alagoano desde 1981, como funcionário estável.

Natural de Palmeira dos Índios, Hélder Cavalcante expressa em suas palavras a motivação do servidor do Judiciário estadual para atuar com as melhorias implantadas com a parceria entre o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e o Programa Integrar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nos últimos meses, o analista dedicou a maior parte do seu tempo ao trabalho, atuando na 15ª Vara os dois horários e aos sábados.

“As dificuldades existem, mas a motivação para melhorar os serviços e consequentemente beneficiar a sociedade alagoana é muito grande”, garante o servidor. “Já havíamos começado o trabalho de analise e sentença dos processos, só que em pouca quantidade. Com a chegada do Programa Integrar, conseguimos sentenciar mais de 90 mil processos dos aproximadamente 200 mil em tramitação na Vara, o que para nós é um número muito expressivo”, comemorou.

Em quase dois meses atuando em parceria com os técnicos do Programa Integrar em Alagoas, Hélder viveu intensamente as mudanças implantadas especificamente na Vara da Fazenda Pública Municipal, que reúne processos referentes à cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), taxa de localização e ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza).

“Mesmo com o retorno do pessoal do Integrar, vamos continuar aplicando em nosso ambiente de trabalho o que aprendemos nas capacitações e cursos. Há ainda o projeto de virtualização da Vara, o que mudará bastante a nossa realidade e facilitará o andamento do processo”, disse Hélder Cavalcante. A Vara ainda conta com o apoio de mais sete servidores, dois assessores de juiz, um magistrado e recentemente recebeu o reforço de mais três funcionários enviados pela Corregedoria Geral da Justiça.

Maior valorização do servidor

A preocupação com uma melhor valorização dos servidores que atuam na Justiça estadual também foi lembrada pelo analista Hélder Cavalcante. A atenção dada pelo CNJ ao incremento da celeridade processual foi louvada pelo servidor, que destacou ainda que “a diferença salarial em relação aos servidores de outros órgãos do Judiciário nacional é algo que ainda me entristece muito. Alguns ganham quase o triplo dos nossos salários e executam as mesmas atividades. O CNJ deveria se preocupar um pouco mais com essa questão também. Servidor bem valorizado rende muito mais e todos ganham com isso”, finalizou.