A pesquisadora e coordenadora do Programa de Gestão Resíduos (PGR) da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Keila Adiene Guimarães, apresenta nesta quinta-feira, 26, o trabalho “Oficina de reciclagem como metodologia para educação ambiental e geração de renda”, durante o I Congresso de Economia Solidária, Resíduos e Reciclagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSC), em São Paulo.

O trabalho apresentado é voltado para a reutilização do óleo comestível e geração de renda para a comunidade. Segundo keila Adiene, a população não imagina que pode estar provocando sérios danos ao meio ambiente com o simples ato de jogar óleo comestível pelo ralo da pia. “Da mesma forma, também não imagina que o óleo desprezado pela pia, além de provocar entupimentos, refluxo de esgoto, rompimento nas redes de coleta, pode ser transformado, de forma artesanal, em produtos de limpeza, como desinfetante, detergente e sabonete líquido, além de gerar renda pra muita gente”, explica a pesquisadora.

O Trabalho desenvolvido tem a participação da comunidade universitária, enquanto propagadora da ideia e visão de proteção do meio ambiente a partir do destino adequado para o óleo comestível usado. No entanto, para concretizar sua pesquisa, Keila realizou o mapeamento e cadastramento dos bares, restaurantes, lanchonetes e instituições do 2º Distrito de Maceió.

“Sabíamos que para viabilizar a fábrica de produtos de limpeza a partir do óleo comestível usado precisaríamos também garantir a matéria-prima. Assim, mapeamos as instituições com potencial para doação visando garantir a manutenção da fábrica, que também recebe óleo comestível da população mais consciente”, ressalta Keila Adiene.

Conseguir a doação das instituições foi só o começo. A pesquisadora realizou aulas teóricas e práticas para a comunidade acolhedora do projeto e várias análises laboratoriais para avaliar os produtos confeccionados, sabões e desinfetantes.

“Testamos cerca de dez receitas visando não apenas a simples produção, como especialmente a viabilidade técnica e econômica das mesmas, de forma que se tornasse viável para que a comunidade beneficiada produzisse e gerasse renda. Finalmente atingimos um produto de menor custo e melhor aceitação da população. Por tudo isso, eu acredito que apresentar a pesquisa, é uma vitória da Uncisal, é um grande passo no que diz respeito a consciência ambiental, e especialmente é dar perspectiva para uma comunidade. Tudo isso dá sentido a esta pesquisa”, finaliza Keila Adiene Guimarães.