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O diretor alagoano Jorge Oliveira foi o personagem da maior polêmica na noite de prêmios do 42° Festival de Cinema de Brasília, quando seu filme Perdão, Mister Fiel, que retrata a história do operário Manoel Fiel Filho, morto pela ditadura militar foi anunciado como o vencedor do Prêmio Câmara Legislativa de melhor longa-metragem.

A premiação não foi bem recebida pelo público que vaiou a indicação, o diretor alagoano não deixou por menos e ao subir para pegar seu prêmio agradeceu pelas vaias e disparou. "Meu filme não foi feito para analfabetos políticos nem para críticos imbecilizados", recebendo ainda mais vaias.

O filme já tinha suscitado polêmicas quando foi exibido e levado o público a vaiar os depoimentos dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, além do ex-ministro Jarbas Passarinho, presentes no Longa.

Causou furor ainda o depoimento do ex-sargento Marival Chaves, ex-agente e analista do DOI-Codi na ditadura militar que dá novas informações sobre Fiel Filho e como funcionava a máquina repressora do Estado sob o governo do general Ernesto Geisel.

Ele dá nomes sobre os responsáveis pelas operações “semi-legais” e clandestinas do órgão de repressão e fala sobre desaparecidos famosos, como o político Rubens Paiva, pai do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, cujo corpo teria sido esquartejado e jogado em um rio