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Fatores como a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o financiamento bancário impulsionaram o aumento da frota de veículos em Alagoas, principalmente de alguns modelos de carros novos. Desde outubro o IPI voltou a subir gradualmente até dezembro, quando retoma a 7%. Mas, a classe média alagoana tem optado por ter veículo próprio, devido á praticidade e ainda, pela ineficiência do transporte coletivo. .

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro deste ano a frota no Estado chegou a 174.735 mil veículos em circulação. Assim, o caos no trânsito e a poluição das grandes cidades já são sentidos em Maceió, principalmente em avenidas movimentadas, como a Fernandes Lima, na qual em horários de pique, os motoristas precisam enfrentar congestionamentos.

Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL) revelam que em um mês houve aumento na frota de automóveis, que desde o dia 4 de novembro passou a ser de 187.613 carros, 15.819 caminhonetas, 19.873 caminhonetes, além dos ônibus, microônibus e caminhões em circulação. Na capital, existem 108.839 carros e a além dos novos, a procura por veículos semi-novos voltou a crescer.

E 2001 a frota era de 108.440 carros circulando. Os dados indicam uma evolução da frota de 61%. Em todo o Estado, existem 361.432 carros em circulação e segundo especialistas, o aumento está relacionado à permanência de veículos antigos nas ruas, mais poluentes que os novos. Maceió ocupa atualmente a 42ª posição no ranking de frota em circulação entre as cidades brasileiras.

De acordo com a chefe de serviço de monitoramento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) em Alagoas, Vânia Soares Ferreira, o aumento na frota ocorreu por conta da redução do IPI e do financiamento bancário para veículos, que passou a fazer parte da realidade da população de classe média do Estado.

“As pessoas preferem ter um veículo próprio do que perder tempo esperando ônibus ou outros transportes coletivos. A quantidade de motos também aumentou e muitos trabalham com o veículo. Controlamos a frota e as questões referentes ao emplacamento ”, explicou Vânia.

O Superintende da concessionária Maceió Auto, Vanderlei Prieto explicou que a procura pelo carro novo cresceu proporcionalmente ao aumento da renda dos alagoanos e ainda, que o mercado de automóveis continua aquecido em todo país. “Quando a crise começou o governo sentiu necessidade de fazer a redução do imposto. Mas, a diminuição não foi tão grande a ponto de todos saírem correndo para comprar. Teve o fator psicológico e as vendas dos semi-novos caíram”, afirmou.

 “O momento é positivo e se antes os veículos 0km eram concorrentes, agora, para cada carro novo vendido, temos um semi-novo a mais circulando. Os 2008 e 2009 são mais fáceis de vender e quem for esperto vai apostar nisso, porque ao invés de comprar um carro novo popular, vai adquirir um semi melhor, com 15% do valor reduzido se ele saísse de fábrica. Aqueles carros que custam entre R$ 20.000 e 30.000 são mais procurados”, ressaltou Prieto.

 O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determinou que todas as cidades e estados com mais de 3 milhões de veículos adotem inspeção veicular obrigatória para controlar a poluição. Somente serão obrigados a implantar a inspeção os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná e a cidade de São Paulo, que têm frota maior do que 3 milhões de veículos.


Além do desconto no IPI, os compradores receberam diversas ofertas, como IPVA grátis, aparelhos de som e até a primeira parcela "esticada". O governo anunciou a redução do IPI no dia 15 de dezembro do ano passado. Para carros populares, de até mil cilindradas, o imposto caiu de 7% para zero e, para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, recuou de 13% para 6,5%. Para carros flex (biocombustível) e movidos à álcool, o imposto caiu de 11% para 5,5%. Não houve alteração para veículos com mais de duas mil cilindradas.