Representantes dos aprovados no concurso da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que fizeram apitaço em frente ao Palácio República dos Palmares foram recebidos, nesta terça-feira (24), pelos secretários-chefes do Gabinete Civil, Álvaro Machado, e do Gabinete Militar, Cel. Ronaldo dos Santos, para que as reivindicações fossem discutidas. Em pauta, os integrantes da reserva técnica demandavam suas convocações para os cargos para os quais foram aprovados, cujo prazo de expiração é em 2010.

Álvaro Machado tentou esclarecer todas as questões trazidas pelos representantes, mostrando que as contas do Estado não podem descumprir o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — segundo prevê a constituição, o percentual máximo das despesas com pessoal é de 49% da receita líquida do executivo. Machado pediu a compreensão da categoria, já que, segundo ele, o governo tem priorizado a segurança pública. “Ninguém mais que o governador Teotonio Vilela se empenha em aumentar o efetivo policial. Esses impedimentos financeiros e legais são os únicos motivos que o impossibilitaram, totalmente a contragosto, de cumprir a promessa de contratar servidores”, declarou o secretário.

Os três representantes do grupo solicitaram um prazo, ao que Machado rebateu com um exame em perspectiva: “Os gastos com pessoal são despesas pagas indefinidamente, portanto, somente com uma receita continuada é possível assumir tal compromisso. Essa chance existe e o maior interessado é o governo”, explicou o secretário, anunciando que, com a economia em recuperação, o governo acredita que terá índice na LRF para nomeá-los e, inclusive, contratar pessoal.

Por fim, o secretário procurou alentar os candidatos, afiançando o pacto desta gestão com a causa por eles defendida: “Com ou sem manifestações por parte de vocês, o governador está comprometido e não há mais nada a acrescentar à determinação dele de resolver esse assunto”, assegurou Álvaro Machado.