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O que se tornava cada vez mais óbvio foi finalmente detectado pelo governo do Estado, os pedidos de saída de Paulo Rubim e do delegado Marcílio Barenco aumentaram na mesma proporção que as investigações sobre como são financiados os grandes assaltos em Alagoas evoluíram.

O Cadaminuto apurou que o próprio governador recebeu as informações que a ação do roubo das armas do paiol da sede da Policia Civil foi uma tentativa de sacramentar a saída de Paulo Rubim planejado sim por um delegado da Instituição

E o mais grave foi que entre as medidas que serviriam para “desmoralizar” a cúpula da PC estava planejado um assalto ao carro do próprio secretário além de outras ações criminosas que seriam feitas em virtude da repercussão que teriam.

O governador reagiu e tem uma reunião na manhã de hoje entre o vice-governador José Wanderley e o secretário Paulo Rubim onde será discutido um plano de ação para a segurança além de servir como uma resposta para alguns integrantes do próprio Palácio que também trabalharam no processo de fritura de Rubim e Barenco.

O Cadaminuto publicou ontem com exclusividade que 13 acusados de praticar assaltos, roubos a banco e tráfico de drogas foram ouvidos na 17ª Vara pelo juiz Geraldo Amorim. Entre os réus, está Flávio Soares da Silva (Flávio Ceguinho), 30 anos, trazido da penitenciária federal de Catanduvas, para onde foi transferido no dia 19 de junho desse ano, especialmente para substanciar o pedido de novas prisões que deverão surpreender a sociedade alagoana.

Flavio Ceguinho era um nome forte na estrutura destes roubos e servia como um responsável pela “escolha” dos homens que trabalhariam em cada ação, seu contato é direto com os chamados “financiadores” dos assaltos que por sua vez parecem ser muito ligados ao grupo que estaria por trás da campanha “Fora Rubim”.

"Tem alguns presos que são do Vergel e da Ponta Grossa que podem ter ligação com Flávio Ceguinho. Esses depoimentos serão de fundamental importância para entendermos todo o funcionamento da quadrilha. Como o Flávio está preso em Catanduvas, certamente outra pessoa ficou liderando o grupo", disse o delegado Paulo Cerqueira à reportagem do CadaMinuto.

Cerqueira colocou ainda que informações repassadas por Flávio poderão ajudar a Polícia a efeturar novas prisões. "Sem dúvida, vamos esclarecer muita coisa", frisou.