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Os animais apreendidos durante a Operação Uirapuru, deflagrada neste último final de semana, foram parar nas cozinhas do Sistema Prisional. De acordo com uma informação obtida com exclusividade pela reportagem do CadaMinuto, as aves chegaram ao sistema ainda no domingo e hoje estão sendo servidas como comida para os detentos

A operação foi executada pela Polícia Rodoviária Federal, sob orientação do Mistério Público Federal, a pedido Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Na ação, mais de 123 pessoas foram presas e autuadas em flagrante pela prática de crimes ambientais e centenas de galos apreendidos. Em nota divulgada pela PRF, a operação teve como objetivo coibir maus tratos contra animais domésticos, praticados em diversos estabelecimentos clandestinos.

O detalhe do fato é que ainda em nota divulgada, os responsáveis pela ação disseram que os animais apreendidos seriam examinados por veterinários do Ibama e depois sacrificados. Por serem aves domesticadas para o combate, elas não têm condições de convívio com os outros animais e ainda se tornam impróprias para consumo, pois recebem anabolizantes e outros medicamentos proibidos.

Em Maceió, um dos pontos de rinha de galos foi encontrado no bairro do Vergel do Lago, onde foram encontrados 49 galos e armas e munições. Os proprietários desses estabelecimentos arrecadavam grandes lucros. No mercado ilegal, cada galo de briga pode ser avaliado em torna de R$ 5 a 7 mil reais. 

A assessoria de imprensa do Sistema Prisional informou à reportagem que as aves foram doadas para as instituições, mas que ainda não foram colocadas para o abate, pois irão passar por uma analise técnica feitas por veterinários, para então serem abatidos ou não.