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Não são só os adolescentes que caíram de amores pela saga “Crepúsculo”. Tem muito adulto por aí fã dos livros de Stephenie Meyer e suspirando pela história de amor entre Bella e Edward.

 

“Fui na livraria e comprei o primeiro livro. Nunca tinha ouvido falar, mas terminei de ler em dois dias. Fui atrás do segundo, mas não tinha em português. Comecei a comprar em inglês mesmo. Encomendava em várias livrarias para ver em qual chegava antes”, lembra Helena de Guide, 26 anos.

A dramática história de amor entre uma jovem estudante e um vampiro parece atrair as mulheres de todas as idades. Homens são minoria absoluta entre os fãs da série de livros e filmes. “É uma história ultrarromântica. É meio ‘Romeu e Julieta’. Edward é o homem perfeito”, suspira Helena.

 

O “homem perfeito”, no caso, é um vampiro. “É um relacionamento utópico, claro. Mas o jeito que ele trata a Bella é fofo e apaixonante”, define. Ela diz ter gostado do primeiro filme, e, assim como todos os fãs, está ansiosa para ver “Lua nova” no cinema. “Mas ainda prefiro os livros.”

 

Fenômeno semelhante aconteceu com Nielci Vilches, de 50 anos. Mãe de três meninas, ela começou a ler a “Saga Crepúsculo” para saber o que tinha despertado a fixação das filhas: Aline, de 26 anos, Alissa, de 19 anos, e Ana Luiza, de 17 anos. “Elas começaram a ler, e o auê foi tão grande que achei melhor ler também para ver que história era aquela de vampiros”, conta.


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Nielci (centro) começou a ler os livros de Stephenie Meyer por influência das filhas (Foto: Arquivo pessoal)

Ela diz que os livros viraram febre em sua casa. “Mas a história é realmente envolvente. Tanto que comecei com ‘Crepúsculo’ e fui até o final. Li todos os livros.” Nielci acha que, emocionalmente, o romance entre Bella e Edward não tem o mesmo efeito nos adultos que nos adolescentes. “As minhas filhas ficam sonhando com o Edward, acham ele lindo e perfeito. O fator do romance impossível também atrai muito”, analisa.

 

Zely de Almeida, 62 anos, também devorou todos os livros da saga. “Ganhei o primeiro e comecei a ler para ver se ia gostar. Achei interessante, gosto de literatura mais leve. Mas aí, como a história não acaba... Ah, não aguentei! Fui até o fim.”

 

Ela conta que gosta de estar por dentro “do que os jovens gostam” para ficar antenada e poder conversar com os netos, que estão crescendo. “Eu não li ‘Harry Potter’, achei que era muito bobinho. Aí fui assistir aos filmes para ver o que estava se passando. Desta vez pensei: ‘Não posso perder!’.” Apesar de gostar dos livros de Stephenie Meyer, ela diz que achou o filme “Crepúsculo” ruim. “Não chega nem perto do livro. Mas acho que vou ver ‘Lua nova’, dar uma segunda chance.”


Tayra Vasconcelos, 30 anos, diz que se sentiu atraída pelo “chove não molha” do relacionamento entre Edward e Bella. “Até pelo jeito que ‘Crepúsculo’ começa, dá a entender que ela virar uma vampira é apenas questão de tempo. Então, todo mundo fica nessa ansiedade. Além disso, o romance dos dois é bem morno, então a gente quer ler o próximo para saber se vai rolar algo mais e se ela vai virar vampira.”

 

Ela concorda que o efeito da história é diferente nos adolescentes. “O fato de os atores serem bonitões acabou gerando um interesse pela série. Eu tenho uma prima de 12 anos, a Marina, que depois de assistir ao filme, se apaixonou pelo Edward e não só devorou todos os livros como compra qualquer revista, jornal, pôster que traga alguma matéria sobre o Robert Pattinson. A maioria dos adultos que acompanha a saga, primeiro se aproximou dos livros.”

Tayra diz que, pela maturidade, acha inclusive que Bella não deveria ficar com Edward. “Eu sou totalmente ‘Team Jacob’, como o povo se intitula. Sempre achei que, racionalmente, o certo era a Bella ficar com o Jacob. Até porque eu, do alto de meus 30 anos, acho que ela, com 17, levou tudo muito no impulso da paixão arrebatadora da adolescência e acabou decidindo a vida a partir dali.”