Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Além das 1.500 cisternas que devem ser construídas até o final deste ano, visando possibilitar que os moradores do semi-árido tenham acesso a água potável, fator importante para a redução da mortalidade infantil em Alagoas, as secretarias de Estado da Saúde (Sesau) e a do Meio Ambiente e Recursos Hídricos firmaram parceria para ampliar o número de famílias beneficiadas. O assunto foi discutido, nesta terça-feira (17), entre o secretário da Saúde, Herbert Motta e o do Meio Ambiente, Alex Gama.
A parceria consiste na construção de novas cisternas nos dez municípios onde se concentram os maiores índices de mortalidade infantil do Estado, já que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) os investimentos em saneamento básico e água potável reduzem em até 30% a mortalidade de crianças com idade entre zero a um ano de vida.
Com a construção das cisternas, devem ser investidos recursos da ordem de R$ 6 milhões, oriundos da Agência Espanhola de Cooperação. Por meio do projeto, além da construção das cisternas, serão estimuladas ações de educação ambiental, geração de emprego e renda e produção de alimentos, através do sistema de hidroponia, responsável pelo cultivo de plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento.
Com a utilização de água de qualidade e produção de alimentos saudáveis, o governo do Estado espera melhorar a qualidade de vida da população, de forma a contribuir para que o povo alagoano não esteja entre os estados mais subdesenvolvidos do Brasil.
“A construção de cisternas aparenta ser uma ação que não está atrelada às ações de saúde pública, mas tem ligação direta, pois com água potável, evitamos as doenças de veiculação hídrica, a exemplo das infecções e diarréias, que representam as principais causas de mortes entre os bebês que estão na faixa etária de zero a um ano de vida”, evidenciou o secretário da Saúde, Herbert Motta, que designou a superintendente de Vigilância em Saúde, Sandra Tenório, para coordenar o trabalho de elaboração do projeto.
Já o titular da pasta do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alex Gama, frisou que o projeto será efetivado graças a um convênio firmado entre o governo do Estado e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Ele adiantou que na próxima semana técnicos da Sesau e da Secretaria do Meio Ambiente estarão reunidos para traçar os parâmetros do programa.