PC AL Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Ele tomou posse no dia 25 de março de 2008 ao lado do ministro Tarso Genro e junto com o lançamento do Pronasci, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania e nestes 20 meses Paulo Rubim vem enfrentando desafios inimagináveis mesmo para ele que encampou durante sua atuação como delegado da Policia Federal operações complexas como a que desbaratou uma quadrilha na Assembléia legislativa do Espírito Santo.

Os últimos 30 dias de sua gestão foram marcados pelo aumento do tom nas vozes que pedem sua saída, a maioria delas lançadas de dentro da Assembléia Legislativa de Alagoas.

A não resolução, ainda, do caso Fábio Acioly, a queda do helicóptero, o roubo das armas de dentro do prédio da Policia Civil e a morte do agente Anderson Silva em um assalto a Caixa Econômica foram o combustível que seus opositores precisavam para ir até o governador Teotônio Vilela para pedir sua saída.

O Cadaminuto apurou que pelo menos quatro deputados e até mesmo um secretário pediu ao governador nestes últimos dez dias para repensar a situação da Defesa Social, os motivos são os mais diversos, mas o ponto zero, e o governador sabe disso, foi que o secretário Rubim resolveu realmente agir de maneira prática em um assunto que envolve o interesse de muita gente importante, o fim dos gabinetes militares.

Mesmo sem existir um número preciso sobre quantos policiais estariam hoje destinado a funções que vão desde acompanhar deputado até mesmo ser porteiro de prédio público, estima-se que com o fim dos gabinetes 500 policiais retornem imediatamente as ruas.

Mas esta tarefa não é fácil, praticamente impossível como atestou o Cadaminuto ao conversar com dois dos principais assessores de Téo que disseram em uníssono que o fim dos gabinetes militares seriam catastróficos para as conversas com forças políticas visando a eleição de 2010.

O mais incrível nesta história é que o próprio governador é simpático ao fim ou mesmo à diminuição drástica dos gabinetes militares e que apesar de ter dito a todos os interlocutores que pediram a saída de Rubim, que o seu secretário vai chegar até o fim de seu mandato ele já sabe da insatisfação do mesmo com a burocracia e as constantes tentativas de interferência feitas até mesmo por membros do governo.

O deputado Rui Palmeira foi o único parlamentar que defendeu o secretário Rubim no plenário e tocou em um ponto importante ao dizer que antigamente os policiais eram proíbidos de fazer blitz em determinadas áreas dominadas por lideranças políticas.

O Cadaminuto ouviu de um delegado da velha guarda a seguinte afirmação. "Tem candidato a deputado que pelo seu modo de fazer política necessita do apoio do delegado local para intimidar e mostrar poder junto a seu eleitorado" explicou ele.

Esta semana a Assembléia promete subir ainda mais o tom mas conforme já disse o Cadaminuto em outra matéria a Policia Civil prepara seu contra-ataque com a solução de pelo menos três casos importantes, entre eles Fábio Acioly e o roubo das armas, se isto vai ser suficiente para segurar o secretário só o tempo dirar....