Gilca Cinara Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Secretário da Defesa Social, Paulo Rubim

O uso de fardamento da Polícia Militar, Civil ou do Exército há algum tempo está seundo usado para despistar a atenção em assaltos cometidos nas grandes capitais do País. Em Maceió, o último assalto cometido à agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Rua do Sol, um dos criminosos utilizou uma farda da Polícia Militar de Alagoas e matou o Policial do Tigre, Anderson Lima, com um tiro fatal na cabeça.

Segundo informações da Polícia Civil, durante o assalto, Lima desconfiou da movimentação na agência bancária e pediu a ajuda do “suposto” policial para conseguir prender os bandidos. O que o Lima não esperava era o policial fazia parte da quadrilha e estava ali dando cobertura.

Na tarde desta sexta-feira (13), durante o enterro de Anderson Lima, o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, voltou a ser questionado sobre a venda de fardamento da Polícia no estado. Rubim relatou que assaltos como esses, utilizando a farda da Polícia, já ocorreram em outros estados, destacando que a venda do fardamento não é um problema específico da Polícia Militar de Alagoas.

Regulamentação

Em outubro deste ano, o Governo do Estado de Alagoas publicou no Diário Oficial, a lei que regulamenta o controle da venda de fardas, distintivos, acessórios e qualquer tipo de vestuário para policiais militares, civis e agentes penitenciários.

Pelo decreto, as empresas de confecções terão que apresentar ao Apoio Logístico da PM, documentos de regularidade fiscal, além de do CNPJ e contrato social da empresa. A Lei 7.108 foi decretada no dia 08 de outubro e passe a entrar em vigor a partir de 90 dias, após a publicação.

Porém, para o Secretário Paulo Rubim, a regulamentação é grande avanço, mas que não vai ser o suficiente para conter a ações dos bandidos. “Os bandidos sempre dão um jeito e nunca vão deixar de existir, o que precisamos é de uma Polícia mais eficiente e equipada”, concluiu Rubim.