Promotores de Justiça dos Estados Unidos decidiram investigar o bispo Edir Macedo e mais nove representantes da Igreja Universal do Reino de Deus por estelionato, desvio de recursos e de lavagem de dinheiro em território norte-ameircano, segundo reportagem divulgada nesta quinta-feira o "Jornal Nacional", da TV Globo.

Segundo a reportagem, a investigação será realizada por promotores de Justiça de Nova York que firmaram um acordo de cooperação com autoridades brasileiras para este caso específico. O acordo pede a quebra de sigilo de contas bancárias ligadas à Igreja Universal.

O pedido de investigação partiu do Ministério Público de São Paulo, que denunciou Macedo e outros integrantes da igreja por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ao "Jornal Nacional", o advogado Arthur Lavigne, que representa Edir Macedo e a própria igreja disse que não tem conhecimento da cooperação entre autoridades brasileiras e americanas. Ele afirmou ainda que está tranquilo diante das investigações nos Estados Unidos.

Denúncia

Em agosto deste ano, a Justiça acatou denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público de São Paulo acusa Edir Macedo e os demais envolvidos de há cerca de 10 anos se utilizar da Igreja Universal para a prática de fraudes em detrimento da própria igreja e de inúmeros fiéis. A defesa da igreja nega as acusações.

A investigação mostra que, somando transferências atípicas e depósitos bancários feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja de março de 2001 a março de 2008 foi de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda.

A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008. Os recursos teriam servido para comprar emissoras de TV e rádio, financeiras e agência de turismo e jatinhos.