A partida do Sport contra o Palmeiras, nessa quarta-feira, no Palestra Itália, pode ser anulada. O motivo seria o lance do segundo gol palmeirense no empate de 2x2, quando o árbitro goiano Elmo Resende apitou antes da bola chegar ao jogador Danilo. O atleta continuou o lance, marcou o gol e o árbitro confirmou a jogada. No momento do lance, o goleiro e toda a zaga rubro-negra parou após o apito do juiz.

E entrevista ao site Globoesporte.com, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmidt, confirmou que a partida pode ser anulada. Ele disse que essa decisão independe do que o árbitro escreveu na súmula, que se recuse a descrever o autor do gol.

“É difícil dizer se existe erro de direito. Vai depender do que o prejudicado vai apresentar como provas. Não há o pedido do Sport ainda. Compete ao clube prejudicado entrar com pedido de impugnação do jogo. Ele tem de juntar as provas e anexá-las para entrar com pedido de anulação de resultado. Pode entrar com uma imagem de TV, a prova que tiver. E quem julgar vai avaliar se há ou não erro de direito”, afirmou o procurador.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva, no Artigo 259, afirma que “a partida, prova ou equivalente, poderá ser anulada se ocorrer, comprovadamente, erro de direito". Para que isso aconteça, o primeiro passo é o Departamento Jurídico do Sport entrar com uma representação no STJD pedindo impugnação do jogo.

Com todos esses precedentes em mãos, o vice-presidente jurídico do Sport, Eduardo Carvalho, vai pedir que a partida seja encerrada no momento em que ele apita antes do gol do jogador palmeirense.

“O STJD pode decidir por uma nova partida, mas a gente vai pedir para terminar a partida no momento do erro. Dessa forma o Sport teria mais três pontos na tabela de classificação. Temos notícias de alguns precedentes dessa mesma forma e estamos pesquisando isso para entrarmos no uma representação nesta sexta-feira com vídeos, matérias, depoimentos dos envolvidos e todo o material necessário”, afirmou Eduardo Carvalho.

De acordo com o vice-presidente do Sport, o clube vai entrar com uma representação, mas nem seria necessário. “Acho que a promotoria do STJD, com Paulo Schmidt, tem competência para ingressar uma medida para anular a partida. Não existe necessidade do clube entrar. Ele cansou de instaurar processo contra jogadas violentas de atletas que passaram desapercebidas pelos árbitros. Como o fato se tornou púbico e notório, ele poderia fazer isso tranquilamente”, finalizou o advogado.

O tempo médio para o julgamento do caso em todas as instâncias do STJD é de 20 dias, quando será decidido se mantém o resultado, se será realizada uma nova partida ou se o pedido do Leão será atendido com a partida sendo terminada antes do gol do Verdão.