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Wellington Carvalho da Silva, 33 anos, preso em junho do ano passado e que ficou conhecido como “Pedófilo do Pilar”, foi condenado a 50 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de R$ 250 mil, por crimes de estupro e atentado violento ao pudor contra cinco crianças, com idades entre cinco e doze anos.

A sentença foi prolatada pelo juiz Rodolfo Osório Gatto Herrmann, da Comarca do Pilar, e a pena de reclusão deverá ser cumprida no presídio Baldomero Cavalcanti.

Na sentença, o magistrado observa que “apesar de negar os crimes, e de tentar eximir sua culpa, afirmando que não lembra, o acusado é pessoa dissimulada, tenta se passar por doente mental, o que foi contrariado pelo exame pericial realizado e juntado aos autos do processo”.

Ele afirma ainda que “fotos constantes dos autos que estavam no cartão de memória da máquina (fotográfica) do acusado são repugnantes; lá observamos cenas de sexo de um adulto com crianças que seus órgãos genitais estão em desenvolvimento, chocante para quem as vê, imagine-se as pobres e indefesas vítimas”.

“Os relatos que encontramos no inquérito policial e processo não deixam dúvidas da crueldade do acusado que, para realizar seus crimes se aproximava de famílias carentes da comunidade, ganhava sua confiança, iludia suas pequenas vítimas, com presentes, chegando ao cúmulo, como vemos nas fotos, a se vestir de criança para dar vazão a seus extintos bestiais e desumanos, praticando a pedofilia e crimes de estupro e atentado ao pudor”, acrescenta.

Investigação

Wellington Carvalho da Silva era funcionário da Secretaria Municipal de Educação no Pilar e, em junho do ano passado, foi investigado por policiais do Departamento de Polícia Judiciária - Área 3 (DPJA-3) e preso, por ordem judicial, no centro comercial daquela cidade, no momento em que se preparava para comprar um computador.

O caso de pedofilia chegou ao conhecimento do diretor do DPJA-3, Rodrigo Rubiale, por meio de uma denúncia anônima em que o denunciante informava que o acusado teria tentado revelar fotos obscenas com menores de idade e chegou a mandar seis fotos de uma menor sendo estuprada.

As investigações, coordenadas pelo gerente do DPJA3, Jefferson Gomes – que hoje coordena também a Operação Asfixia -, duraram mais de dois meses. Mais de 45 crianças molestadas pelo pedófilo foram identificadas, mas apenas cinco foram ouvidas e participaram do processo. Os responsáveis pelas demais se negaram a permitir que elas fossem ouvidas, devido ao grande trauma que haviam sofrido.

Após ser preso, Wellington foi apresentado à imprensa pela Polícia Civil. “Ele é um criminoso perigoso, frio e que precisava ser retirado da vida social”, frisou o delegado Rodrigo Rubiali. Acrescentou, na ocasião, que as investigações mostraram que o acusado atraía as crianças com balas, brinquedos e pequenas quantias em dinheiro. “Como eram crianças de baixa renda eram seduzidas facilmente pelo criminoso”, destacou o diretor.

Na residência do pedófilo, a polícia encontrou cerca de 200 fotografias de crianças e um diário, onde ele relatava os abusos sexuais, além de balas e brinquedos que eram usados para atrair as vítimas. Na casa, também foram apreendidas quatro munições de revólver calibre 38.

Na sentença, o juiz Rodolfo Osório elogia o trabalho da polícia. “Louvável o trabalho da Polícia Civil que, ao tomar conhecimento da prática nefasta da pedofilia pelo acuasado, fez trabalho de investigação, obtendo-lhe a confiança e chegando a toda essa sorte de descalabros patológicos e de provas materiais”, conclui.