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Envolvida com atividades que procuram desenvolver e aprimorar o aprendizado de crianças carentes no Rio de Janeiro, a atriz Clarisse Derzié Luz participa da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a convite da presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Em entrevista concedida ao site do TJ/AL, Clarisse Derzié falou sobre as experiências vividas com crianças carentes da rede pública de ensino de Maceió, durante a leitura de textos infantis no estande da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal).

TJ/AL – Clarisse, qual a sua reação ao receber um convite da presidente do TJ/AL para participar da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas?

Clarisse – Eu fiquei extremamente feliz com o convite da desembargadora Elisabeth Carvalho. Essa atitude me emocionou profundamente porque é muito difícil ver pessoas preocupadas com os segmentos mais carentes da sociedade. Geralmente não existe essa preocupação. A partir do momento em que se leva arte e cultura para a população de um modo geral, abrem-se novas possibilidades de aprendizado.

TJ/AL – Você foi convidada para participar da Bienal através de atividades de leitura de textos infantis. Qual o seu envolvimento com o mundo infantil?

Clarisse – Eu sou atriz, ensino teatro e também trabalho com crianças. Além de ministrar aula para formar profissionais das artes cênicas, eu estou envolvida com atividades infantis para crianças das periferias do Rio de Janeiro. Pessoas que têm um poder aquisitivo muito baixo, basicamente excluídas da sociedade. Então desenvolvemos um trabalho de fortalecimento da auto-estima dessas crianças, incentivando a aprendizagem através de atividades que envolvem o teatro, a música, a literatura e a educação física. E tudo isso tem um resultado maravilhoso.

TJ/AL – Como as crianças foram trabalhadas nas oficinas de leitura de textos infantis desenvolvidas na Bienal?

Clarisse – Bem, procuramos trabalhar aqui na Bienal também com a auto-estima das dezenas de crianças que nos visitaram. Através da leitura e interpretação de histórias infantis, criamos uma relação de participação mútua, onde as elas eram constantemente incentivadas a interagir diretamente. E no fim, todas as crianças foram incentivadas a criar suas próprias historinhas. Que, por sinal, ficaram maravilhosas.

TJ/AL – Na sua opinião, até que ponto o incentivo à realização de eventos como este, que estimulam a prática e o prazer pela leitura, pode contribuir para a melhoria do desenvolvimento social do Estado de Alagoas?

Clarisse – Eventos como este, que promovem o gosto pelo ato de ler, são uma grande oportunidade de se começar a pensar no país que realmente queremos. A partir do momento em que haja interesse, de todos os segmentos da sociedade, um verdadeiro envolvimento coletivo em torno da valorização de uma educação de qualidade, nós não teremos mais tanta gente carente aqui em Alagoas, ou em qualquer outro lugar do Brasil. Principalmente de educação, de cultura e de arte.