Em Maceió, dificilmente uma chapa vai eleger 2 vereadores; 3 é quase impossível

  • VONEY MALTA
  • 16/07/2020 11:00
  • Voney Malta

Dos 33 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral em fevereiro deste ano, cerca de 20 vão lançar candidatos a vereador em Maceió. 

No meio político a avaliação é que 13 siglas vão atingir o quociente eleitoral para eleger 1 vereador. Se essa conta bater, como são 25 vagas, sobram 12 para serem preenchidas. 

E como existem partidos com possibilidade de eleger mais de um vereador - casos do MDB, Podemos, PSB e o PP, por exemplo -, essa matemática significa que a eleição proporcional deste ano tende a ser surpreendentemente renovadora.

A verdade é que deve ser decepcionante para muita gente com mandato e também pra quem sonha com o cargo. E tudo por causa, outra vez e sempre, da modificação na legislação e da matemática.

O cálculo sobre a mesa dos políticos prevê que são necessários cerca de 17 mil votos para eleger 1 vereador e 32 mil para conquistar a segunda vaga. 

Para ganhar a terceira, 50 mil votos, número considerado improvável, tido até como impossível pelas cabeças pensantes.

Há um exemplo concreto em algumas siglas, mas vou usar o Podemos como exemplo, partido com nomes fortes eleitoralmente porque tem quatro prováveis candidatos tidos como os mais capazes, casos dos vereadores Kelmann Vieira e Eduardo Canuto, além de Beto da Farmácia e Joãozinho, assessor do prefeito Rui Palmeira.  

O provável é que os dois vereadores tenham mais chances pois têm, entre outras vantagens, mandato, são mais conhecidos. A dúvida que fica é até onde os outros dois, e os demais candidatos, vão se esforçar para ajudar na eleição de Kelmann e Canuto? 

Situação semelhante ocorre no DEM, mas com uma diferença: em vez de eleger dois tende a eleger apenas um, numa disputa entre Gabi Ronalsa e Simone Andrade.

Não será fácil para qualquer chapa atingir 32 mil votos. Serão muitos os partidos que não vão atingir a votação necessária por conta exatamente do alto número de siglas na disputa e a impossibilidade de se fazer coligação, que foi a grande mudança para esta pleito.

Há quem aposte que uma chapa poderá chegar aos 30 mil votos e não eleger ninguém na sobra. 

Ou seja, o quadro eleitoral mudou e essa será a primeira eleição dessa forma, com essa nova regra. Algo que os deputados federais, principalmente, estão observando porque serão os atingidos , em 2022, por essa regra.

Portanto, tudo indica que teremos uma eleição com muitos partidos, mas com a imensa maioria dos eleitos oriundos de várias siglas.