As pessoas devem ter direito ao uso medicinal da cannabis, defende Cabo Bebeto

  • Assessoria
  • 14/07/2020 07:16
  • Política

Maconha: diferença entre o uso recreativo e medicinal. Esse foi o tema do programa “Começando com o Pé Direito” desta segunda-feira, dia 13. O deputado estadual Cabo Bebeto, o delegado da Polícia Civil Fábio Costa e o professor de psicologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Tamuia Caambembe debateram o tema com psicólogo e presidente do Instituto Drogas Nunca, Jefferson Góes, e com o médico Freddy Seleme, que possui expertise no uso da cannabis medicinal.

O boliviano naturalizado brasileiro Freddy Seleme elencou a importância do tratamento medicinal pela cannabis sativa. Já Jefferson Góes abordou os problemas dos dependentes químicos e o trabalho das comunidades terapêuticas.

A respeito da liberação do uso recreativo da maconha, Fábio Costa afirmou ser contra e disse que há manipulação da mídia para que a droga seja liberada sem conhecer as consequências.  “Tudo o que se prega e se romantiza na liberação da maconha não se vê na prática”, reforçou o delegado.

O deputado Cabo Bebeto disse ser contra o uso recreativo da maconha e comentou que ela abre portas para outras drogas e isso é um caminho sem volta.

Caambembe falou sobre os efeitos nocivos da maconha para o cérebro e o perigo da dependência. 
Sempre existe um fator que encoraja o uso da droga e as pessoas dependentes criam um sistema avassalador em forma de condicionamento para justificar o consumo, afirmou Jefferson. “Quando há um dependente em casa se instala uma doença na família”, comentou o psicólogo.

Seleme explicou que a cannabis medicinal tem poder terapêutico para tratar cerca de 58 doenças e possivelmente é a planta mais customizada da história. 

“Independente de ideologia política, a importância do uso medicinal da cannabis é para poder dar o direito a um pai, a uma mãe de família de proporcionar um tratamento de saúde para seus filhos, quando necessário, com menos efeitos colaterais”, defendeu Cabo Bebeto.

“Atualmente o cannabidiol (CBD), que pode ser comprado nas farmácias, custa cerca de R$3 mil e esse valor torna a medicação acessível apenas a uma parte da sociedade; o que queremos é que todos tenham acesso”, disse Cabo Bebeto, alertando sobre o lobby da indústria farmacêutica. “Precisamos dar a possibilidade de escolha às pessoas e não podemos vulgarizar a planta”.

Acompanhe o programa “Começando com o pé direito” no canal do Cabo Bebeto, no YouTube, transmitido ao vivo, toda segunda-feira, às 20h.