Foto: UFAL
Relatório mostra situação de Maragogi onze meses após derramamento de óleo

Um relatório da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) mostrou a situação de Maragogi onze meses após o derramamento de óleo nas praias.  O documento compara a situação de Maragogi em setembro de 2019 a de junho de 2020, quando foi realizada a coleta mais recente. Apesar de algumas substâncias não terem sido encontradas na praia, isso não significa que o desastre ambiental já foi superado. A tendência é que o problema persista em Alagoas até, pelo menos, 2021.

Segundo os pesquisadores, algumas substâncias, como asfaltenos, continuam sendo encontrados no litoral alagoano. Ainda de acordo com eles, na literatura existem relatos da persistência de hidrocarbonetos derivados do derramamento de petróleo por um período de até dois anos após vazamentos, depositados em pântanos e em sedimentos off shore, o que indica que a degradação do petróleo acontece de forma bastante lenta.

De acordo com a análise, nas amostras de setembro do ano passado, foram encontrados inúmeros compostos que causam danos ambientais como o naftaleno, dibenzotiofeno, benzeno e tolueno. Já no material coletado em junho deste ano, essas substâncias não foram rastreadas. Isso acontece porque, com à exposição ao ambiente natural, esses compostos tendem a se degradar por meio de fenômenos como a evaporação, emulsificação e dissolução.

Com isso, a tendência é que o problema persista em Alagoas, pelo menos, até 2021, afetando não só as praias, mas também mangues adjacentes. A Força Tarefa da Ufal continuará fazendo o monitoramento da costa.

O documento é assinado pelos professores Mozart Bispo, João Inácio Soletti, Sandra Carvalho, Henrique Goulart e Antonio Euzébio. 

De acordo com Mozart Bispo, esse monitoramento é importante para entender os impactos do desastre ambiental a longo prazo. "É de crucial importância o monitoramento, pois ajudará a compreender o quanto é fundamental existir segurança e comprometimento com o meio ambiente. O monitoramento mostrará o quanto o óleo é danoso ao meio ambiente e a saúde, se tratando de um grande período", avaliou o pesquisador.

*com UFAL