pós muita discussão no Congresso Nacional e no Senado, ficou definido que a eleição desse ano será realizada nos dias 15 e 29 de novembro, conforme ideia defendida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em Palmeira dos Índios, 50 mil eleitores (a maioria de mulheres) irão escolher em primeiro turno o próximo gestor. Esse ano além do atual prefeito, três mulheres buscam a prefeitura, mostrando a força do gênero no município.

A reportagem da Tribuna do Sertão, procurou as três pré-candidatas à prefeitura de Palmeira dos Índios e elas analisaram as mudanças que virão no pleito desse ano, a exemplo da campanha virtual nas redes sociais, ao invés do tradicional corpo a corpo com o eleitorado.

Para a enfermeira concursada em Anadia, professora universitária e ex-primeira dama de Palmeira dos Índios Mosabelle Ribeiro, a mudança
na data da eleição foi bastante pertinente.

“A atual pandemia do Coronavírus está fazendo com que as pessoas se preocupem mais com a saúde de seus familiares e pensem menos na política, o que é algo natural em um momento bem turbulento”, afirmou.

Ainda segundo Mosabelle, ela é candidata pelo PTB e não sabe se terá um vice do mesmo partido ou de outro, já que o assunto ainda está sendo discutido com os seus correligionários.

Em relação, à campanha virtual nas redes sociais, a pré-candidata diz que ela é uma incógnita,pois nem todos têm acesso a esse meio.

Fora isso, Ribeiro diz que tem ajudado no combate ao Covid 19 de forma plena, já que está na linha de frente.

Já a pré-candidata Sônia Beltrão pelo Patriota em sua página oficial no Instagram, há muito o que ser feito no município. “Somente o eleitorado pode decidir se o atual prefeito Julio Cezar continua ou não no cargo pelos próximos quatro anos, contudo é inegável que muitas ações necessitam ser realizadas e a minha candidatura está a disposição do povo palmeirense”, disse.

Ainda segundo Beltrão, a educação é uma das suas principais prioridades. “Investirei em capacitações para os profissionais da área e do setor administrativo de forma maciça”, assegurou.

Já o seu correligionário,o presidente do Patriota Josildo Brás – partido da ex-magistrada Dra Sônia Beltrão, diz que a tendência é que o partido tenha uma chapa puro sangue para concorrer ao pleito desse ano. “Estamos analisando alguns nomes e até a metade do mês de agosto definiremos o nome do nosso vice na chapa da Dra. Sônia”, afirmou.

Sobre a forma que o nome da pré- candidata vem sendo trabalhado perante a sociedade local, Josildo diz que o plano de governo vem sendo discutido com todos os setores da sociedade palmeirense, desde comércio a movimentos sociais, como sindicatos e as associações, além de setores da igreja. ” Através disso, as pessoas escolherão se apoiarão ou nome da Dra. Sônia Beltrão, por meio de um julgamento democrático, onde ela tem 12 anos de serviços prestados à população como juíza”, destacou.

Segundo a deputada estadual Ângela Garrote pelo PP, que já foi prefeita de Estrela de Alagoas durante um mandato, o adiamento da eleição desse ano é uma decisão bem equilibrada. “O adiamento da eleição foi uma decisão equilibrada nesse momento, porém defendia que o pleito fosse realizado daqui a dois anos. Além disso, espero que a atual pandemia se estabilize para as pessoas se motivarem para o processo eleitoral”, justificou.

Já sobre, a campanha nas redes sociais, Garrote diz que isso é bem complicado, pois muitas das pessoas residentes na zona urbana tem acesso a internet por telefone, porém
na zona rural a realidade é totalmente diferente e milhares de pessoas não acessam internet e nem possuem telefone.

“Estou engajada nas questões sociais de forma plena, em especiais as ações voltadas para a saúde e a agricultura”, ressaltou a parlamentar.

Por fim, a pré-candidata diz que se orgulha de ter tido a maior votação de um deputado estadual na história de Palmeira dos Índios. “Agradeço a confiança depositada em mim pelos palmeirenses na última eleição e buscarei me eleger, para assim contribuir com o desenvolvimento do município como um todo”, salientou.