Atualizada às 16h29

Policiais Penais de Alagoas denunciaram que no alimento servido aos trabalhadores e apenados do Núcleo de Ressocialização da Capital foi encontrada uma barata. Pelas redes sociais, os servidores divulgaram a foto do prato de comida onde o inseto aparece em meio aos alimentos.

Em conversa com a reportagem do CadaMinuto, o presidente do sindicato da categoria, Petrônio Lima, disse que essa, infelizmente, não é a primeira vez que se deparam com animais ou objetos estranhos dentro da alimentação.

Os flagrantes, que se tornaram comuns, tem levado os servidores que trabalham nos presídios a terem mais uma obrigação. A de terem o máximo de cuidado ao se alimentarem dentro do local de trabalho.

Lima comentou que “são vários e vários capítulos de uma série aterrorizante que nunca acaba. Já tivemos colegas que foram infectados com alimentos estragados, ou servidos com urina de ratos e até vidros. Já denunciamos, apresentamos soluções, mas o Estado nos dá as costas”.

As duas cozinhas, que funcionam dentro do Sistema Prisional, produzem a comida para cerca de 5 mil pessoas, entre servidores e reeducandos, e a equipe de servidores que prepara os alimentos é a mesma que antes fazia duas mil refeições, com certeza estão sobrecarregados”, disse o sindicalista.

A Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) disse que segue rigorosamente todos os protocolos de higienização, manipulação e conservação dos alimentos. Em razão da pandemia do novo coronavírus, o Setor de Alimentação e Nutrição (Sanut) da Seris reforçou a atenção nas cozinhas do sistema prisional, responsáveis por 13 mil refeições distribuídas, diariamente, a servidores e reeducandos.

Some-se a isso o uso constante dos equipamentos de proteção individual (EPIs), além da forma correta de se lavar as mãos, antes, durante e após o preparo de cada refeição. Outrossim, a Seris reforça seguir trabalhando no sentido de preservar a saúde de todos e, com isso, reforçar a prevenção à Covid-19.