Foto: Secom Maceió Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Bloqueio da orla de Maceió devido à pandemia do novo coronavírus.

A Organização Não-Governamental (ONG) Transparência Internacional divulgou – na madrugada de ontem – um ranking que mede a transparência das capitais e estados brasileiros em relação às medidas adotadas no combate à pandemia do novo coronavírus.

O Estado de Alagoas ocupou a 9ª posição, sendo considerado ótimo. Já Maceió ficou em 23º lugar entre as capitais brasileiras, sendo considerada regular.

De acordo com a ONG, a pressão da sociedade influenciou positivamente para que governadores e prefeitos fossem mais transparentes em relação à divulgação de dados sobre contratações emergenciais para o enfrentamento à pandemia.

Em Alagoas, o portal da transparência específico sobre o combate ao Covid-19 só foi ao ar depois de cobranças do Ministério Público Estadual, coincidentemente ou não.

Ainda assim, no início houve falhas no informe dos dados, como em relação à polêmica envolvendo a compra de respiradores, que na realidade era outro tipo de equipamento. O caso foi abordado – na época – pelo deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB).

Não por acaso, no primeiro levantamento (divulgado em maio), Alagoas ocupava a 19ª posição, sendo considerada regular. O Estado somou 51,9 pontos nos critérios de avaliação de transparência que foram estipulados pela ONG. No novo resultado, Alagoas acumulou 88,6 pontos.

Maceió

Em relação à capital alagoana, o resultado não é bom para o prefeito Rui Palmeira (sem partido). Em maio, a transparência adotada pela gestão municipal era classificada como ruim e ocupava a 17ª posição com 39,2 pontos.

Como todas as capitais apresentaram melhoras, Maceió caiu de posição – foi para 23ª – mesmo tendo acumulado mais pontos e passado a ter, segundo a ONG, uma transparência regular quanto às medidas de combate ao coronavírus. A capital alagoana somou 43 pontos.

No total, 12 estados e 15 capitais brasileiros que tiveram avaliação regular ou péssima no mês de maio passaram para as categorias “bom” ou “ótimo”. De acordo com o coordenador da pesquisa, Guilherme France, “os resultados comprovam que, quando há pressão social, há mudança”.

Na pesquisa foram considerados pontos como adequação dos portais para que ofereçam dados em formato aberto e que facilitem a leitura por programas de computador que podem detectar automaticamente indícios de corrupção e/ou desperdícios.

“Além da transparência ativa, o ranking também avalia o quanto os entes públicos se esforçam para criar canais para escutar a sociedade neste momento excepcional. Dessa forma, avaliaram-se os canais para recebimento de denúncias e de pedidos de acesso à informação”, frisou ainda a ONG, por meio de nota à imprensa.

O ranking é liderado pelo Espírito Santo e por João Pessoa, capital da Paraíba.