Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Como será o trabalho dos jornalistas dentro de uma redação (foto)? Como agem em busca de informações para suas reportagens? Esses profissionais da imprensa zelam pela ética na condução de suas investigações? Ou será que um e outro, aqui e acolá, por diferentes motivações, recorrem a meios moralmente discutíveis para obter o que querem? Com essas dúvidas a esclarecer, sugiro que os leitores compareçam a sites, jornais, rádios e emissoras de TV – celular não mão para gravar tudo –, e tirem tudo isso a limpo!

Como você percebe, estou usando a lógica e os métodos de Jair Bolsonaro. Vamos ver de perto, pelo lado de dentro, como, quando e por que nasce uma notícia. O leitor precisa apenas ter cuidado na invasão – porque é disso que se trata, vocês invadirão o local de trabalho dessa categoria profissional. Suponho que os jornalistas consideram tal proposta uma violência, uma aberração, um crime, até.

Os últimos atos e declarações do presidente e de seguidores no topo da República reafirmam o de sempre. O barulho, a bagunça e o confronto, em tempo integral, alimentam o projeto da família Bolsonaro. Nesse rascunho de governo, um amontoado de ministros finge que trabalha enquanto o buraco engole o país um pouco mais. Só faltava mesmo a quadrilha de invasores de hospitais.

Não falta mais. Agora que isso já existe, a única certeza é que uma nova delinquência logo será lançada pelo capitão miliciano, superando a delinquência anterior. É da alma da turma que tomou o país de assalto. E é esse o sentimento que move cidadãos de bem a sair por aí levando à prática o pensamento do mestre, o mito Bolsonaro. O caso virou investigação na Procuradoria da República.

No domingo, a polícia prendeu em Brasília um meliante chamado Renan Sena. Na segunda-feira, foi a vez de Sara Winter ser alvo de prisão pela PF. A dupla demonstra sinais de desequilíbrio mental. Além disso, é claro que estamos diante de dois farsantes a serviço de um grupo partidário. Afora o aspecto legal, a cadeia para os dois é também um recado das instituições para Messias Bolsonaro.

Depois que um bando de celerados invadiu hospitais, obedecendo, repita-se, ao presidente miliciano, lembrei daqueles vídeos que mostram o hospital de campanha montado no centro de convenções de Maceió. Foram produzidos por gente que defende o fim do STF e o fechamento do Congresso. Esses vídeos, que distorcem a realidade, chegaram a ser reproduzidos por vários políticos.

Quando se trata de tais estripulias, o deputado Cabo Bebeto e o aspirante a vereador Flávio Moreno estão sempre na dianteira. A dupla é a melhor tradução da “nova política”. Os dois reproduzem e endossam, na internet, todo e qualquer trambique intelectual bolsonarista. Com esse tipo de “liderança”, na largada de um eventual debate, a gente já desanima. Sujeira pra todo lado!

Um parêntese. Já usei o verso do roqueiro em algum texto por aqui. Sinal de que repito ideias. Sinal de que não é de hoje que os tempos estão pesados. Pensando bem, esse é um dos perigos que sempre estão rondando a esquina e o terreiro da casa. O nosso dia a dia não pode ser capturado por uma agenda imposta por figurinhas acanalhadas. Mas, como já falei aqui, a situação vai piorar.

Enquanto escrevo, entre uma pausa e outra navego pelos sites, lendo manchetes, atropelando notícias. E vou zapeando os canais de informação na TV – Globo News, Band News e CNN Brasil –, olhando a crise (e a vida) ao vivo. Mais ou menos assim. O tema de todos os debates televisivos é o ministro Abraham Weintraub. Aí não dá. Essa pauta – dominante – revela o quanto o país tá lascado.

Para completar o lixão de bizarrices, estão aí os militares emporcalhando, mais uma vez, a trajetória das Forças Armadas. Sem surpresa. Bolsonaro despertou na tropa, do recruta ao general, aquele desejo diabólico de ganhar o poder pelo caminho mais fácil e definitivo – o caminho da força bruta. Disso daí, os patriotas de coturno entendem. Eis um tema para um texto exclusivo. Fica pra depois.

Termino com um alerta e uma recomendação sobre a proposta de invadir redações, aqui em Alagoas, para flagrar as atividades comunistas da velha imprensa. O alerta é: cuidado com o marxismo globalista que se infiltrou nas equipes de reportagem, chefiadas por editores fanáticos por Lenin e Che Guevara! E aos colegas de ofício recomendo precaução no diálogo com a brigada.

Volto mais tarde, com algumas palavras sobre reabertura da economia alagoana!