Vinícius Firmino/ALE
Cabo Bebeto

 

O deputado estadual Cabo Bebeto cobrou do governo do estado ações mais efetivas no combate à Covid-19. Na sessão desta terça-feira, dia 09, da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o parlamentar disse que “Alagoas não trata a Covid-19, nem no começo e nem no fim da doença”.

Cabo Bebeto lembrou que o governo federal abasteceu o estoque de cloroquina do estado com mais de 400 mil comprimidos e reforçou que, finalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a importância desse medicamento no combate à Covid-19, quando admitiu que o estudo, que teria sido feito com 96 mil pessoas, foi investigado pelo The Guardian e desmascarado, revelando ainda que, entre os pesquisadores, havia até um ator pornô, afirmou o deputado.

Outra reclamação feita pelo parlamentar foi a falta de acesso da população aos medicamentos pois, mesmo com a receita médica, não consegue. “A resposta dada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) foi que essas drogas devem ser ministradas pelos profissionais da saúde, apenas para quem está internado em unidades hospitalares ou nos ambulatórios”.

“Se não temos leitos e não temos respiradores, precisamos usar outra estratégia de enfrentamento ao novo coronavírus para que as pessoas não sejam internadas”, falou Cabo Bebeto, pontuando que, “se não se faz a prescrição dos  medicamentos adequados no início,  como a cloroquina, no final serão necessários os respiradores, que inclusive não temos” e ainda perguntou: “por que o estado está agindo assim, vendo as pessoas adoecerem e morrerem?”.

Após cerca de três meses de isolamento social, Cabo Bebeto comentou que os serviços criados para o combate à pandemia do novo coronavírus estão sendo questionados e criticados pela população.

“O governo alimenta o confinamento e não apresenta solução na área da saúde para os cidadãos, seja com atendimento ou com medicação”, lamentou o deputado, pontuando ainda que participa de um grupo com mais de 20 médicos e disse que eles receitam esses medicamentos, que inclusive estão sendo ministrados em outros estados, “no entanto, aqui seguimos inertes. Estamos perdendo um tempo quando não podemos”, alertou Cabo Bebeto.