Foto: Dicom-TJ/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Desembargador Washington Luiz

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) deferiu, na noite desta quinta-feira (4), o pedido de liminar das defesas dos advogados Fidel Dias de Melo Gomes e Hugo Soares Braga, e cassou os efeitos da prisão temporária dos mesmos.

Fidel Gomes e Hugo Braga estão entre os advogados acusados de integrarem um grupo que praticava crimes de extorsão, tráfico de influência e associação criminosa, conforme divulgado na operação denominada 'Bate e Volta', deflagrada nesta quarta-feira (3). Segundo a acusação, o grupo de advogados também obtinha prováveis decisões favoráveis a transferências de presos entre presídios.

Hugo Braga é filho do juiz Braga Neto e estava foragido, mas teria se apresentado antes do pedido de prisão temporária ter sido cassado. Já Fidel Gomes está preso, em uma cela especial, no Presídio Baldomero Cavalcante, junto com Ruan Vinícius Gomes de Lima e Rossemy Alves Doso.

A relatoria dos alvarás de soltura de Fidel Gomes e Hugo Braga foi do desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas.

Em sua decisão Sobre Fidel Gomes, o magistrado acatou o pedido da defesa e os argumentos de que o advogado já teria sido interrogado, teve aparelhos eletrônicos- celular, notebook, CPU e HD externo- apreendidos. A defesa também alegou que diante da situação de pandemia do novo coronavírus, o advogado deveria cumprir prisão domiciliar, visto “que o paciente é primário, tem residência fixa e é pai de uma criança de apenas 6 (seis) meses, sendo o provedor da família”.

Já quanto a Hugo Braga, consta em seu alvará que inicialmente considerado foragido e com a prisão preventiva decretada, ele teria se apresentado a polícia nesta quinta-feira, onde foi interrogado e preso em seguida.

O desembargador Washington Luiz Freitas também considerou o argumento da defesa de Hugo Braga, de que a prisão preventiva deve ser decretada “em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público”, o que, segundo a defesa, não aconteceu.

O grupo de advogados foi preso na operação denominada “Bate e Volta”, deflagrada na manhã de ontem, dia 03, pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) da Polícia Civil.

A investigação foi coordenada pelos delegados Gustavo Henrique, Cayo Rodrigues e José Carlos e teve como objetivo cumprir mandados de prisão temporária expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital. 

O trabalho investigativo foi iniciado a partir de provocação da 16ª Vara Criminal da Capital.