Foto: Agência Alagoas Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true É falsa mensagem sobre o novo coronavírus ser uma bactéria

Circula nos grupos de WhatsApp de Alagoas uma mensagem afirmando que o novo coronavírus não seria um vírus, mas sim uma bactéria, e que a Covid-19 é uma espécie de trombose que pode ser curada com o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e anticoagulantes. O texto também diz que o uso de ventiladores mecânicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nunca foi necessário. Todas as informações, atribuídas ao Ministério da Saúde italiano, são falsas.

“Os médicos italianos desobedecem à lei mundial da saúde da OMS, para não realizar autópsias em pessoas que morreram de coronavírus, descobrindo que NÃO é um VÍRUS, mas sim uma BACTÉRIA, que causa a morte. (...) A Itália derrota o chamado Covid-19, que nada mais é do que "coagulação intravascular disseminada" (trombose). E a maneira de combatê-lo, ou seja, sua cura, é com os 'antibióticos, anti-inflamatórios e anticoagulantes'. (...) De acordo com patologistas italianos 'os ventiladores e a unidade de terapia intensiva nunca foram necessários'”, diz parte do texto.

Em uma página especial, criada pelo Ministério da Saúde da Itália para esclarecer questões relacionadas ao assunto, o órgão deixa claro que o novo coronavírus é um vírus, o SARS-CoV-2, que quer dizer Coronavírus 2 da Síndrome Respiratória Aguda.

As autoridades italianas também destacam que existem vários tipos de coronavírus, capazes de infectar humanos e animais, mas o SARS-Cov-2 foi uma descoberta recente. “Um novo coronavírus é uma nova cepa de coronavírus que nunca foi identificada anteriormente em seres humanos. Em particular, o chamado SARS-CoV-2 (anteriormente 2019-nCoV), nunca foi identificado antes de ser relatado em Wuhan, China, em dezembro de 2019”, diz o Ministério da Saúde da Itália.

O órgão italiano também deixa claro que Covid-19 é o nome dado para a doença respiratória causada pelo vírus. Quanto ao tratamento e à necessidade de ventilação mecânica e UTIs, o médico intensivista pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Diogo Brandão, diz que o acesso precoce a esses recursos pode significar a diferença entre a vida e a morte do paciente.

“Não há evidência nenhuma de medicação. Então, o que é que salva? Terapia intensiva. Se você conseguir ventilar um pulmão inflamado, conseguir fazer as medições e mandar oxigênio pra ele, é isso que salva o paciente. A única evidência que a gente tem agora, a única que funcione, é uma terapia intensiva bem feita”, afirma o médico.