Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Cabo Bebeto

O deputado estadual Cabo Bebeto pediu, nesta quarta-feira, dia 03, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas, celeridade e transparência ao governo do Estado, principalmente nas ações de saúde pública.

Após a prisão dos responsáveis pela venda dos respiradores ao Consórcio do Nordeste, o parlamentar disse que o golpe não foi no Consórcio, mas contra o estado. “É uma pena que o Brasil não possua penas mais severas para crimes desse tipo”. 

“Não há diferença entre um crime desse e uma ato terrorista. É um crime contra a saúde pública, no entanto, o que mais me espanta é a ingenuidade dos estados no ato da compra, que alegaram que essa seria a única opção que havia. Será mesmo?”, questionou o parlamentar.

Cabo Bebeto explicou que “em um dos processos, no dia 27/04, Alagoas pagou a primeira parcela ao referido Consórcio, no valor de R$ 5.200 milhões, sem qualquer garantia e, um mês depois, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) enviou oficio ao presidente do Consórcio para receber informações sobre os tais respiradores; três dias depois, a Polícia Federal identificou a fraude. No entanto, que me intriga é: por que o estado quer recuperar R$4 milhões? E os outros R$1,2 mi que faltam? E os R$860 mil pagos para entrar no ‘clube’?”, questionou o deputado.

Ressaltando o prejuízo financeiro e o desgaste que o golpe do Consórcio provocou não só para o governo, mas para os alagoanos, o deputado fez questão de ressaltar que, quando há trâmites nesse sentido, tudo é antes encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE), “mas para o consórcio não houve esse procedimento, onde simplesmente a resposta do governo da Bahia foi sacramentada. O que o consórcio Nordeste tem feito de bom por Alagoas?”, perguntou Bebeto, sugerindo que seja criada a CPI da improbidade. 

“Estão brincando com o dinheiro público, com cargos públicos, com comissões e privilégios, enquanto o povo está chorando na porta do HGE e mendigando assistência”, advertiu o parlamentar.

Lacen

A respeito das denúncias apresentadas pelo deputado Davi Maia onde, conforme resposta do estado, se comprovou a prática de nepotismo dentro do Laboratório Central (Lacen), Cabo Bebeto, que preside a Comissão de Direitos Humanos, reforçou que tudo será apurado para elaborar um parecer o mais breve possível.

O deputado ainda falou sobre as deficiências identificadas no serviço público, principalmente quando se trata de transparência. “É uma transparência lenta e sigilosa e as informações, quando as encontramos, dão trabalho”, lembrou.

“Nosso compromisso é com o povo e a verdade. Fica feio para um pai de família e para certos políticos fazerem determinadas defesas. Tem coisas em Alagoas que são indefensáveis, no entanto, os fatos devem ser julgados, independente de bandeira”, defendeu Cabo Bebeto.

Crédito

Ainda na sessão desta quarta-feira, Cabo Bebeto apresentou as indicações para o suporte de um auxílio emergencial para transportadores escolares e guias de turismo, que estão sem trabalhar devido aos decretos em decorrência da pandemia. Também fez um apelo ao governo do Estado e ao presidente da Desenvolve para que seja ofertada uma linha de microcrédito para a classe dos trabalhadores escolares. 

“As pessoas querem uma linha de crédito para depois pagar, já que não podem trabalhar”, comentou o deputado.
Cabo Bebeto disse que estas são buscas na tentativa de trazer uma solução para diversos setores e reforçou o pedido de participação do parlamento junto ao governo do estado para elaborar um plano de recuperação da economia.

Os trabalhadores do setor bancário também foram lembrados pelo deputado, que fez questão de parabenizar a classe que, mesmo diante das dificuldades impostas pela pandemia, tem atendido à população, fazendo um destaque aos funcionários da Caixa Econômica, que teve um significativo aumento na demanda devido aos auxílios financeiros do governo federal.