Blog do Eduardo Bomfim
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Um grande acontecimento

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Em meio à pandemia do corona vírus 19, à crise econômica, à debacle das agendas do capital financeiro, que mergulharam centenas de milhões de assalariados, empresas e nações na maior catástrofe dos últimos oitenta anos, agravadas pela crise sanitária com dezenas de milhares de mortos, por enquanto, incentivada no Brasil pelo governo Bolsonaro ao se contrapor aos governadores, prefeitos, na defesa do isolamento social, a ofensiva de forças de inspiração fascista parecia absoluta.

Mas com a crise sanitária, o terremoto social e econômico que começa a mostrar sinais dramáticos, os segmentos alinhados ao Mercado financeiro, que auferem lucros fabulosos mesmo em tempos de covid 19, percebendo o esgotamento do governo federal, procuram, com a ligeireza que impõem os fatos, uma alternativa política sem o presidente Bolsonaro, porém mantendo as orientações neoliberais ortodoxas, entreguistas, antinacionais, contra a sociedade brasileira.

Para isso conta com o apoio da grande mídia “global” hegemônica, associada ao mesmo capital financeiro predador. Com o objetivo de entregar os anéis para ficar com os dedos, ou seja, continuar o butim contra uma grande nação, dilapidada, sofrida e ameaçada.

No entanto, existem os momentos estelares, singulares, na História. Aqueles que indicam uma viragem decisiva nos acontecimentos, como disse o grande escritor austríaco Stefan Zweig, que se exilou em Petrópolis, escapando das hordas nazistas durante a ascensão de Hitler.

O que se notava era a perplexidade da grande maioria da sociedade, atônita, frente à crise estrutural multilateral: econômica, social, política e, agora, sanitária, que se abate sobre o País.

Mas, eis que surge em São Paulo, e em vários lugares do País, esse tal momento singular que tanto narrou Stefan Zweig: a cara do povo nas ruas, através das torcidas de futebol, organizadas em defesa da democracia, contra o autoritarismo, as ameaças fascistas. Com a marca registrada de uma grande união social. Esse é o ponto principal.

Que elas sejam inspiradoras a todas as forças políticas que defendem a plena democracia, combatem a escalada autoritária de tipo fascista, propugnam pela retomada do desenvolvimento, sob as bases dos reais interesses do povo brasileiro e da nação, em um período dramático da nossa História.

SOBRE O AUTOR

Alagoano de Maceió, advogado, iniciou a militância política na Ação Popular (AP) em 1970 em Alagoas, ingressou no Partido Comunista do Brasil – PCdoB em 1972, presidente do PCdoB (Secretário Político) em Alagoas de 1974 a janeiro de 2003 e a partir de outubro de 2009, Membro do Comitê Central do PCdoB a partir do 6º Congresso (1983 a outubro de 2005 e de novembro de 2009 a novembro de 2013). Secretário Geral do Diretório Central dos Estudantes – DCE da Universidade Federal de Alagoas – UFAL (71-72),fundador e presidente da Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos (78 a 80).Deputado Estadual (83 a 86), tendo sido líder da oposição ao regime militar na Assembléia Legislativa de Alagoas (83/84), deputado federal constituinte (87 a 91), tendo sido vice-líder do PCdoB na Câmara dos Deputados em 1989, vereador em Maceió (93 a 96 e 99). Presidente da Fundação Cultural Cidade de Maceió (97/98), Secretário de Estado de Cultura de Alagoas (2003 e 2005/2006), Secretário Adjunto da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, de 2004 a abril de 2005. Presidente da

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