Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 foi o tema da live realizada pelo deputado estadual Cabo Bebeto na noite desta quinta-feira, dia 28. Profissionais da área médica estiveram presentes debatendo o tema que tem causado controvérsia.
O deputado acredita que, em nosso estado, não há uma opinião definida sobre a cloroquina e a hidroxicloroquina, já que uns médicos defendem seu uso e outros não, porém “parece que o governo do estado só ouve um lado”.
O parlamentar, que tem procurado se aprofundar nas informações a respeito do uso desses medicamentos para combater o novo coronavírus, relatou que a “hidroxicloroquina está mostrando a cada dia que passa ter bons resultados nos tratamentos iniciais a pacientes diagnosticados com a Covid-19”. 
O médico cardiologista Mardano Amorim destacou a iniciativa do deputado e ressaltou que a cloroquina é uma droga usada há mais de 70 anos e faz parte dos medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS). 
“Mais de um milhão de pessoas fazem uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da malária, do lúpus e outras doenças e, até onde se sabe, sem reações adversas graves em larga escala”, disse o médico, defendendo que “não podemos ficar de braços cruzados numa guerra onde temos visto nossos pacientes, amigos e parentes evoluírem para a formas graves da Covid-19. Precisamos virar esse jogo”, concluiu.

Defesa


Já a reumatologista Inês Lima disse que trabalha há mais de 20 anos com a hidroxicloroquina e que a live é uma oportunidade para defender essa droga que é longeva e largamente utilizada na reumatologia.
“Estamos vivenciando uma segunda onda de terror, as pessoas estão apavoradas e precisamos trabalhar a informação de que a medicação tem, sim, segurança, se administrada com orientação médica. Estamos perdendo a oportunidade de montar um protocolo comum e com parâmetros de avaliação”, ressaltou.

Tratamento acompanhado


Abílio Lopes, médico cirurgião de cabeça e pescoço, disse que todos os pacientes em que administrou a hidroxicloroquina e a azitromicina não evoluíram para a fase 2. 
“Os primeiros cinco dias são essenciais para que os infectados saiam dessa doença. Não me arrependi, nem me arrependerei de ministrar hidroxicloroquina e azitromicina para meus pacientes”, afirmou Abílio Lopes.

Primeiras horas


A administração de hidroxicloroquina e cloroquina deve ser feita o mais cedo possível e essa atitude diminui a quantidade de internação, de uso de UTIs e de morte, defendeu o cardiologista Luis Eduardo, recomendando ainda que “ao sentir os mínimos sintomas, é preciso procurar a assistência médica”.
O médico comentou, ainda, sobre a publicação da revista britânica The Lancet que, segundo ele, “é cheia de inconsistências e demonstra o interesse da indústria farmacêutica em colocar um medicamento muito mais caro no mercado e, por isso, estão desconstruindo esses medicamentos que são baratos, para depois dizer que um remédio, que ainda não foi lançado, dará segurança”.

Medicação barata


A hematologista Marta Azevedo afirmou que a hidroxicloroquina impede a replicação do vírus e interrompe o processo na primeira fase.
“Faço uso dela em meu consultório e nunca tive problema”, lembrou a médica, reforçando que o medicamento defendido no estudo do The Lancet aponta uma medicação no valor de R$ 10 mil e que poderá ser usada apenas na fase 3, enquanto a hidroxicloroquina, que custa R$1,00 e, se utilizada nos primeiros cinco dias da Covid-19, pode impedir seu avanço e por sua vez, seu agravamento.