Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Governador Renan Filho

Em uma entrevista por meio de uma live do Instagram, sobre as consequências da pandemia e a crise política em que vive o país, o Governador Renan Filho (MDB), afirmou no final da manhã desta quarta-feira (28), que “não é num cenário político conturbado que vamos nos reestruturar”. 

De acordo com o governador, a pandemia causa crise social, econômica e de saúde, mas em um diálogo nesta semana com o presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), Renan Filho destacou que é preciso dar prioridade ao momento em que vive o país. 

“Disse a Bolsonaro que precisa vencer a questão sanitária primeiro, intensificar os esforços para reestruturar a economia pensando nos mais pobres, que são quem pagam as maiores contas. Foi um gesto importante do presidente, mas precisa ser feito muito mais. O Brasil precisa se reestruturar de forma sanitária, para depois pensar em reafirmar a economia”, disse Renan. 

O governador esclareceu ainda que os recursos que os estados estão recebendo só recompõem de maneira parcial as perdas de arrecadação. “Em abril, perdemos em torno de 10%, e em maio é provável que percamos 21% da receita. A perda de arrecadação não será toda recomposta. Em Alagoas, acreditamos que a pandemia trará uma despesa de R$ 100 milhões se durar de três a quatro meses. É um valor muito menor que em outros estados”. 

Questionado sobre o delicado e conturbado momento político em que vive o país, Renan Filho pontuou que é preciso enxergar a importância das instituições e apostar na democracia. “Precisamos caminhar pela democracia e fortalecer o diálogo, a gente não pode observar aparelhamento de qualquer instituição que tem caráter de Estado e não de Governo. Eu aposto na democracia. O Congresso Nacional tem tido um papel importante e o Supremo Tribunal Federal (STF), também”. 

O chefe do executivo falou também sobre a politização das instituições. “O STF não está politizado, é um colegiado e também é importante que a Polícia Federal não seja politizada”. 


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