Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Falta de informações sobre pessoas internadas com Covid-19, falta de leitos, falta de medicamentos, essas foram uma das questões cobradas ao governo do estado pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PSL) na sessão ordinária da Assemblei a Legislativa de Alagoas (ALE), desta quinta-feira, dia 28.

Bebeto pontuou também o uso e distribuição dos respiradores recebidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e perguntou se o poder público já iniciou o tratamento precoce de pacientes que tenham Covid-19 com hidroxicloroquina.

O parlamentar arguiu ainda qual o protocolo utilizado pela Sesau para ter acesso à medicação e se a referida secretaria tem também regulamentação para seu uso em pacientes com sintomas leves.

A falta de informações sobre os pacientes internados nas unidades de tratamento para pessoas que contraíram o novo coronavírus foi também abordada pelo deputado. “Não há um serviço de assistência social, ou outra medida para passar informações, imagine como o cidadão fica quando tem um parente internado e fica sem notícias?”, perguntou o deputado.

Sem medicamentos
Outro ponto cobrado pelo Cabo Bebeto foi a falta de medicamentos para as pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Segundo o deputado, “as pessoas, após os atendimentos, recebem as receitas recomendando o uso de hidroxicloroquina, no entanto, o Estado não está entregando o medicamento”.
Apesar do documento publicado nesta semana pela Sociedade Alagoana de Infectologia (SAI), onde adota o argumento que não se tem eficácia comprovada para o uso da hidroxicloroquina, Bebeto perguntou se “vão deixar as pessoas morrer sem tentar salvá-las? Quando alguns médicos vão entender que estamos em guerra?”. 

O parlamentar defendeu ainda que, quem quiser se tratar com hidroxicloroquina deve ter o direito respeitado, assinar um termo de responsabilidade e junto com a orientação médica optar por essa forma de tratamento, “isso sim desafogaria os leitos, que sabemos que são limitados”.

Descaso
A respeito da falta de leitos hospitalares, que é um problema histórico em Alagoas, Cabo Bebeto comentou que esteve na cidade de Paulo Jacinto e constatou que uma obra que seria concluída em 2015 segue parada. “Esse hospital poderia disponibilizar cerca de 80 leitos para os moradores da região, porém, o que se constata é o dinheiro e o patrimônio público sendo depreciados”, explicou o Cabo Bebeto.

“Cansei de levar denúncias ao Ministério Público e qual a solução buscada? Vai ficar apenas acompanhando o cumprimento do decreto?”, lembrou o parlamentar recordando ainda que, até a promotora Cecília Carnaúba, quando cobrou publicamente informações sobre as unidades da cloroquina, entregues a Alagoas pelo Ministério da Saúde (MS), foi ‘desautorizada’ pelo órgão, alegando que, como estava participando de um curso no exterior, não poderia se pronunciar. 

“Não quero levantar nenhuma bandeira política, mas as pessoas têm o direito de lutar para viver e parar de fazer discurso bonito. Em uma semana morre muita gente, em uma semana falta muito leito”, declarou o deputado, cobrando mais agilidade na ação do governo no tocante ao atendimento das pessoas infectadas pelo novo coronavírus.