Cortesia assessoria Heha/Uncisal Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Médica Luciana Pacheco

Após o Conselho Nacional de Saúde pedir a suspensão do manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19, com cloroquina e hidroxicloroquina associados a outros medicamentos, infectologistas alagoanos também se mostraram contrários ao uso dessas drogas.

Considerando que até agora não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para o tratamento da Covid-19, conforme afirmado na próprias orientações do Ministério da Saúde, Luciana Pacheco, infectologista e gerente médica do Hospital Escola Helvio Auto (HEHA) disse em entrevista ao CadaMinuto que “a cloroquina e a hidroxicloroquina foram uma esperança para o tratamento da doença, pois são medicações baratas e produzidas  no Brasil, mas não existem evidências que o uso delas tenha causado benefício no tratamento da enfermidade”.

A médica pontua ainda que o uso desses medicamentos pode causar eventos adversos principalmente em cardiopatas.  Logo, a recomendação da Sociedade Alagoana de Infectologia é que não se usem essas drogas de forma rotineira, explicou a médica.

Questionada sobre o porquê do medicamento, que já é utilizado para outras doenças, ser tão perigoso para pacientes infectados pelo novo coronavírus, a infectologista comentou que “os eventos adversos não estão relacionados somente para tratamento da Covid-19. Qualquer pessoa que use pode apresentar esses eventos, no entanto, eles são mais frequentes em cardiopatas”.

Sobre a busca pela medicação nas farmácias e o uso sem orientação médica pelas pessoas, Luciana Pacheco alerta que “essa é uma atitude perigosa, assim como a distribuição da droga de forma aleatória”.

Pacientes com outras doenças, como as reumatológicas, fazem uso rotineiro, mas com o acompanhamento médico regular, reforçou a médica infectologista.