Foto: Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true João e a mãe, a professora Maria

Muitas pessoas ainda enxergam a adoção como um ato de caridade. Entretanto, adotar uma criança vai além disso: é uma mistura de amor com a certeza de que se encontrou quem faltava para preencher a vida daquela família. Nesta segunda-feira (25) é comemorado o Dia Nacional da Adoção. O Cada Minuto trouxe histórias pessoas em Maceió que adotaram e ofereceram não apenas um lar para a criança, mas também uma família. 
 
A professora aposentada Maria do Rosário Aguiar Amancio, de 60 anos, adotou João quando ele tinha apenas 4 anos. Na época, Maria já tinha duas filhas mais velhas e não pensava em adotar. Porém, o destino já tinha escrito a história dos dois.
 
“A mãe do João faleceu e ele ficou com uma tia que tinha dois filhos. Conheci a família através da evangelização que eu fazia com o grupo na igreja nas casas e em uma dessas visitas, eu o conheci e houve uma necessidade de ajudar a ele”, explicou.
 
Maria começou a ajudá-lo e colocou João na escola. Além disso, ela providenciou as documentações dele. “Eu também levava ele para o médico já que na época ele estava doente. A tia não tinha condições de cuidar dele”.
 
A professora adotou João quando ele pediu para chamar ela de mãe. Para que Maria tivesse a guarda definitiva de João e adotasse foi um processo demorado. “Foram muitas audiências para que ele realmente fosse meu filho”.
 
Hoje, João tem 17 anos e é um dos presentes que Maria ganhou na vida. Para ela, o filho foi uma bênção. “Ele foi um presente de Deus. Eu me sinto totalmente realizada. Não me arrependo e não tenho dúvidas do amor que tenho por ele”. Maria disse que adoção é algo de Deus. “Desde que João chegou na minha vida, ele sempre agradeceu por ser meu filho. Até hoje ele faz isso”.
 
A alagoana Mônica Pontes, de 55 anos, também não pensava em adotar uma criança. “Sempre pensei em três filhos biológicos quando eu casasse”, disse.
 
Assim que casou, Mônica contou que tentava engravidar, mas não conseguia. “Fiz todos os exames e estavam todos normais. Depois de um tempo tentando, finalmente engravidei”.
 
Quando estava com 4 meses de gestação foi descoberto na ultrassom que o bebê tinha anencefalia. “A partir daí, com muito sofrimento, decidimos interromper”.
 
Após um ano e seis meses, uma tia dela foi até a casa de Mônica com um bebê. “Eu sentia que era meu e que era o momento”. Para a alagoana, foi amor à primeira vista. “Liguei para o meu marido e na hora ele aceitou. Demos o nome à ele de Gabriel”.
 
Hoje, Mônica tem dois filhos, sendo um biológico e outro adotado. Mas não vê diferença. “Não importa se a criança veio de você, o sentimento de ter um filho adotado é o mesmo de ter um filho biológico. A emoção é a mesma”.
 
Segundo ela, o que importa é o amor e o laço que une. “Aconselho a qualquer pessoa que esteja preparado e amadurecido a adotar. E se acontecer, que saiba educar igual a um filho biológico, como se tivesse nascido de você”.