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Repensar como diversos setores irão retornar com suas atividades tem sido uma discussão tomada entre comerciantes e empresários alagoanos que estão com portas fechadas há mais de 60 dias. Como visto em outros países, que conseguiram diminuir a contaminação do novo cornavírus, a volta a normalidade tem sido gradativa e seletiva. 

Em Maceió, a Associação Comercial realizou um estudo para planejar esse retorno e como os estabelecimentos podem se preparar para receber os clientes priorizando as ações de saúde e prevenção. Foi levado em consideração o levantamento do perfil das lojas do Centro, volume total de pessoas que circulam diariamente e importância socioeconômica.

Para o presidente da Associação Comercial, Kennedy Calheiros, o planejamento do retorno à normalidade tem que observar a segurança sanitária para que se evite aglomeração e contágio

“Entendo que a pandemia vai continuar, por um longo tempo, até agosto ou setembro, por isso é necessário voltar agora. Esperamos que os entes públicos nos convoquem para explicarmos o que estamos fazendo e o que queremos fazer. O que não queremos é que o desemprego provoque uma convulsão social e econômica em Alagoas”, colocou Calheiros.

O plano de retomada teve como base os critérios usados pelos comerciantes de Campo Grande, em Minas Gerais, que também prepararam um documento para orientar o setor produtivo. Conforme os dados colhidos dos 700 estabelecidos, 53,3% das lojas no Centro têm entre 1 a 5 funcionários e apenas 8% contém um número maior, com mais de 25 funcionários.

A estimativa é que com isso, a retomada possa ser realizada com apenas 1/3 da movimentação diária que era registrada antes da pandemia, além de sugerir o rodízio entre os funcionários, em dias alternados, para evitar a permanência de tantas pessoas dentro das lojas.

O funcionamento das lojas ocorria com as mesmas regras já estabelecidas pelo decreto do Governo do Estado, com a restrição do número de clientes dentro das lojas, estabelecimentos com estacionamento próprio poderia destinas o uso de 50% do espaço para evitar aglomeração e também havia a redução do horário de funcionamento do comércio de rua, entre as 9h até as 15h.

Além desses fatores, os comerciantes ainda irão passar por um processo de capacitação, solicitado pela Associação ao Sebrae, para orientar sobre a higienização e desinfecção dos ambientes/produtos, assim como o funcionamento da venda assistida visando criar um mais favorável aos clientes e funcionários.

“Além disso, precisamos montar um grupo com os representantes do Governo de Alagoas e da Prefeitura de Maceió, entidades da sociedade civil, como o Conselho Regional de Medicina e a OAB para sempre avaliarmos o que está sendo feito”, completou o presidente da Associação Comercial.