Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Fernando Maia, infectologista

É baseado na ausência de respostas concretas e seguras para muitas perguntas, que o presidente da sociedade alagoana de infectologia, o infectologista Fernando Maia, destaca que apesar do Ministério da Saúde recomendar a aplicação da Cloroquina também para casos leves, dependendo de decisão médica, “não há evidências suficientes para afirmar que essa droga seja efetiva para todo mundo”. 

O médico destaca que cada caso é um caso e explica como está sendo a decisão de alguns médicos no estado. “Por causa disso, que nós aqui de Alagoas, optamos por indicar esse tratamento apenas para pessoas que possuem o risco aumentado de fazer forma grave da doença, sendo esses os que compõe os grupos de riscos, entretanto, vale ressaltar que cada caso é um caso e deve ser avaliado”. 


O especialista contou que estudos científicos têm sido publicados diariamente e sempre neles em que a classe médica busca se basear. “Os mais recentes já apontam que a cloroquina não tem o efeito que a classe médica esperava. As evidências que têm surgido têm sido contrárias a cloroquina, por isso a gente não recomenda que se faça o uso da droga para todo mundo e que esse uso deve ser individualizado, sendo apenas para aquelas pessoas que tem o risco aumentado a fazer forma a grave, que são os grupos de riscos”, complementou.  

O presidente da associação disse que especialistas estão se reunindo diariamente para discutir novos estudos de diversas drogas e que esse novo o protocolo de orientação concede apenas a liberdade para os médicos prescrever, se entender que deve, e que a prescrição se trata de um acordo entre o médico e o paciente. 

“É uma doença nova, ainda estamos aprendendo como é que ela progride e temos evidências fracas e insuficientes para comprovar se a cloroquina efetivamente funciona contra o Covid-19 ou não, mas dada a situação de guerra, as pessoas estão morrendo efetivamente, e precisamos tentar fazer alguma coisa, então como há evidências mesmo fracas de que a droga talvez funcione, então abre a possibilidade do médico prescrever a cloroquina, se ele entender que aquele paciente vai se beneficiar do uso da droga. Não é obrigado a prescrever a cloroquina e nem é proibido”, pontuou Fernando Maia. 

O especialista em infectologia destacou ainda que existem outras drogas em estudo, mas que os estudos científicos destas outras substâncias, ainda são de menores confiança do que o da cloroquina, tendo em vista, que são mais recentes. 


*Sob supervisão da editoria