Agência Alagoas Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Teatro Deodoro

“Um absurdo”, é assim que o ex-presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural Vinícius Palmeira descreveu o veto do presidente Jair Bolsonaro ao PL 873/2020 que amplia os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 a outras categorias, no entanto negou para artistas, técnicos de espetáculo entre outras categorias.

Numa rede social, Palmeira disse que “todo o esforço realizado pela comunidade cultural junto ao Senado e à Câmara de incluir os artistas entre os beneficiários do auxílio emergencial foi vetado pelo Governo Federal. Continuamos atentos para reverter essa situação”.

A empresária cultural Sue Chamusca, em entrevista ao CadaMinuto comentou que a exclusão dos profissionais da área artística, de entretenimento, ou seja cultural, “é só mais uma exclusão de um setor que já é excluído, nós somos invisíveis”, lamentou ela.

Sue destaca que o segmento cultural gera milhões de empregos em todo o mundo, movimenta a economia de uma forma abrangente e que tem interfaces com vários setores. “Essa é só mais uma crueldade, para um setor que padece, que foi o primeiro a fechar e o último que será reaberto. E quando isso vai acontecer?”, questionou Sue.

Sobre a negativa do auxílio emergencial aos trabalhadores da área, a empresária destaca que “para os trabalhadores diretos isso é fundamental e para nós, empresários isso também é importante porque vai manter esses profissionais minimamente. Nós (empresários) estamos brigando para tentar qualquer linha de crédito, qualquer auxílio, que também não vem, porque nós, também somos invisíveis”, disparou Sue Chamusca.

“Essa medida prejudica as famílias brasileiras que precisam desse ‘dinheirinho’ para comer, é uma retaliação à classe artística, que a maioria não votou e não apoia esse governo. É uma tentativa de destruir nosso sonho”, concluiu a empresária.

O veto

Conforme a publicação desta sexta-feira, 15, do Diário Oficial da União, vetou a ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único.

Na justificava para barrar as alterações, o governo alega que a proposta feria o princípio da isonomia por privilegiar algumas profissões em detrimento de outras. O Executivo também rejeitou a ampliação do benefício porque o Congresso não especificou qual seria a fonte da verba para custeio nem apresentou demonstrativo do impacto orçamentário e financeiro nas contas públicas.

Entre as categorias que ficam de fora do auxílio emergencial estão além de artistas e técnicos de espetáculo, pescadores artesanais, agricultores familiares, assentados de reforma agrária; cooperados de catadores de materiais recicláveis; taxistas, motoristas e entregadores de aplicativo, entre outros trabalhadores.