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Cada momento compartilhado entre mãe e filho durante este período de isolamento social será um ensinamento de amor levado por toda uma vida. O abraço apertado foi adiado para muitos que estão distantes das suas mães na data tão especial comemorada, neste dia 10 de maio, mas a distância chega como uma prova de amor para preservar vidas. 

Torna-se mãe é um momento mais que especial para toda mulher que espera durante nove meses para conhecer o rostinho, o toque e cada parte do bebê.  A fisioterapeuta Isolda Lira, 28 anos, viveu essa experiência com um misto de sentimento em meio às incertezas provocadas pela pandemia do coronavírus. 

Seu primeiro filho nasceu no mês de abril, quando Maceió já estava cumprindo o decreto do isolamento social. Ela relata que sentiu medo e muita insegurança em relação ao futuro. “Me questionei se o tipo de parto que havia escolhido ainda era o melhor, como seria a dinâmica em casa com o isolamento. Tudo que havia planejado mudou, desde o nascimento até agora, a rotina, as visitas. Me senti também mais isolada que a maioria, por assim dizer, já que ainda grávida estava em isolamento e agora no resguardo continuo”, disse Isolda. 

Com o distanciamento, o pequeno Antônio ainda não conheceu os tios, os primos, a bisavó e o mundo lá fora. A fisioterapeuta afirma que se limita em seus sentimentos “por reconhecer meu privilégio de ficar em casa e seguir no isolamento, garantindo mais segurança pra mim e pra ele”. 

E com todo esse misto de sentimentos, a gratidão tem norteado os pensamentos dela e de toda família. “Acredito que as relações tendem a se estreitar mais ainda. A gente agora tem mais noção do quanto é bom poder abraçar, beijar e passar um tempo com quem se ama. Quanto a mim, estou mais próxima do que nunca da minha mãe, que tem sido minha rede de apoio. E acho que comigo e Antônio não será diferente, a gente tá se curtindo, se conhecendo, com muito amor e muito tempo, como tem que ser”, completou Isolda. 

Juntas pelos corações 

A tradição na família da enfermeira Caroline Cavalcante é reunir todas as gerações no dia das mães, carregado com muitas lembranças e emoções de datas tão importantes como esta. 

Desta vez  a comemoração terá um elo muito mais forte, mesmo com o distanciamento social, mas fortalecido pela união. 

“Todos os anos, estamos reunidas. Minha amada mãe, filha, avó materna e irmãs e devido a esse distanciamento não estaremos juntas no calor do abraço, mas nossos corações e energias estarão conectadas, tenho certeza! Tenho a gratidão a Deus, por estarmos todas bem, onde quer que estejamos e pela vinda do meu menino”, disse Caroline. 

Mãe da Guilia e a espera de seu segundo filho, Caroline relata que adotou alguns hábitos durante a quarentena para manter a gestação de forma tranquila, sempre buscando pensar positivamente. Mas confessa que momentos de medo e incertezas surgem de forma inevitável. 

“Quem me conhece sabe, que eu não tinha certeza se teria outro filho, as vezes eu me questionava, será que estou sendo egoísta? Hélio (esposo) e eu temos famílias grandes. E aí descobri que estava grávida, não foi programada, mas Deus nos presenteou e nos agraciou com a vinda de João Hélio. Peço a Deus e a Nossa Senhora todos os dias pra acalmarem meu coração, permitindo a mim, saúde, serenidade, sabedoria, pra poder acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos meus filhos por longos e eternos anos”, disse ela. 

E como mãe sempre está dedicada a vivenciar cada momento no crescimento de seus filhos, Caroline tem sentido os efeitos da suspensão das aulas para Guilia, que pretender vivenciar um ano muito importante na vida escolar com a conclusão do primeiro ano do ensino fundamental I. “O futuro a Deus pertence, entrego nas mãos Dele, a minha vida e a de minha família, e sei que ele tem nos guardado e reservado boas novas”, deseja Caroline.