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É com a força da comunidade e do coletivo que muitas instituições têm conseguido passar pela pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com dificuldades, mas estão conseguindo. Devido ao decreto de emergência do Governo de Alagoas e Prefeitura de Maceió, que adotaram a medida de isolamento social para tentar conter a propagação do vírus, algumas empresas, autônomos, comerciantes e feirantes tiveram que fechar.

Muitas famílias também, principalmente na região periférica e orla lagunar, estão passando por dificuldades financeiras e com os filhos, pois não podem voltar para a escola neste momento de isolamento.

Para aproximar mais os alunos e estimulá-los a realizar atividades pedagógicas, a Escola Municipal Nosso Lar, localizada próximo à comunidade do Vergel do Lago e adjacências, teve a ideia de promover a distribuição de alimentos e produtos de higiene pessoal. Empresários locais, pais dos próprios alunos, que trabalham no mercado da produção, supermercados locais e a cervejaria Ambev estão ajudando nas doações.

Algumas estratégias foram criadas para os alunos não perderem o ritmo de leituras e estudos, como por exemplo, a distribuição de sopas e quentinhas como atrativo para os próprios alunos pegarem atividades pedagógicas, pegarem livros paradidáticos, leituras e, assim, continuarem fazendo exercícios em casa. A instituição também criou perfis no Whatsapp, Facebook e Instagram para ficar em contato com quem tem acesso a essas ferramentas.

A arte educadora e professora da escola Nosso Lar, Ana Carla Moraes, também está participando das ações que a instituição vem realizando. Desde o início da crise sanitária devido à pandemia do novo coronavírus, ela e mais voluntários vêm tomando os cuidados para proteção, e acredita que ajudar pessoas em meio a uma crise no país é um ato político, de amor, afeto e de resistência.

Ana Carla nasceu e viveu em um dos bairros como a Vila Brejal. Ela conta que muitas regiões da Orla Lagunar são negligenciados historicamente pela falta de políticas públicas básicas. Ana afirma que estar nessas ações dá uma sensação de compromisso e representatividade.

"Me sinto no compromisso de realizar essas ações, de orientar a comunidade para conseguir os auxílios que lhes são de direito, assim me sinto fortalecida quando fortaleço o meu povo negro e periférico", disse Ana Carla.

Impacto positivo na comunidade

"Para não ficar uma estratégia assistencialista, de só dar o alimento, o alimento serve de atrativo para que eles venham para leituras, buscas de livros paradidáticos, atividades pedagógicas. Seguindo a nossa metodologia, construímos Facebook, Instagram, Whatsapp para aqueles que tem acesso e poder ter contato sempre com a escola para não perder esse laço e essa ponte que construímos", disse a diretora da escola, Gilda Verbenia.

Gilda Verbenia contou que desde que a nova gestão ingressou em 2018, a instituição já vinha tendo essa estratégia social e pedagógica. Com a pandemia, isso se intensificou mais ainda, por causa também do aumento das necessidades da comunidade que rodeia a escola. Segundo ela, neste momento de pandemia, foram entregues mais 3 mil quentinhas para a comunidade.

Ainda de acordo com Gilda, uma série de ações estão sendo realizadas para minimizar o impacto negativo que a pandemia trouxe, e tornar a escola um espaço mais atrativo. As quentinhas e as sopas estão sendo entregues na sede da instituição, nos dias de terça-feira, com direito à distribuição de máscaras personalizadas, sopão, baião de dois, cartilhas com informações sobre o coronavírus, e para os alunos são entregues atividades pedagógicas semanais.

Foram também distribuídos álcool gel, papel toalha, por toda a comunidade e em asilos, aos funcionários e professores da unidade escolar.

Com recursos, a instituição está construindo um livro paradidático para disponibilizar para as crianças, com informações sobre a cidade de Maceió e comunidades periféricas.

"A gente sempre deixou claro que a nossa instituição tem que estar dentro da comunidade, mesmo que a comunidade tenha dificuldade de chegar até ela, nós chegamos na comunidade. Por isso estivemos sempre presentes em passeatas, com eventos, levando nossas atividades culturais, esportivas e pedagógicas para o meio da rua. Assim é o osso trabalho; só vem nos enriquecer e nos empoderar mais, e nos fez conhecer muito mais onde moramos", declarou Gilda Verbenia.

Para mais informações e quem conseguir doar, os números abaixo estão disponíveis:

(82) 9 8882-1223 - Diretora Gilda Verbenia
(82) 9 8849-2085 - Keka Rabelo