Uma juíza de Ribadavia, noroeste da Espanha, decidirá nos próximos dias o destino dos restos mortais da brasileira Maria Socorro da Silva de Oliveira, 26, cujo corpo foi encontrado após ser jogado em um rio por seu assassino confesso, informaram fontes judiciais nesta segunda-feira.

A mãe da jovem, Maria Lindalva da Silva, que vive no Maranhão com três dos oito filhos e com a filha de Maria Socorro, que tem oito anos, chegou neste domingo à Espanha e reivindicou pessoalmente nesta segunda-feira o corpo da filha.

 

Segundo as fontes, a juíza poderia consultar o promotor e os advogados para determinar se serão pedidos novos exames antes de decidir se permite a repatriação do corpo ou das cinzas, conforme corresponder aos requisitos de saúde internacionais.

 

Maria Lindalva da Silva explicou que a brasileira "conheceu pela internet um homem de Orense chamado Juan, que a convidou a ir à Espanha, e ela aceitou, porque lutava por uma vida melhor". Mas, na última conversa telefônica que manteve com Maria Socorro, ela contou que "já não vivia com Juan, mas com outra menina do Brasil" e que começaria a trabalhar "cuidando de uma senhora em sua casa". Segundo a investigação, Maria Socorro estava exercendo a prostituição na Espanha.

Mais tarde, soube pela companheira de apartamento da filha que a jovem não voltou ao Brasil antes porque Juan prendeu seu passaporte e que esta o havia denunciado por maus-tratos. A colega de apartamento foi quem avisou à mãe de Maria Socorro que ela tinha sido encontrada morta.

 

"Não acreditei até que, no dia 1º de março, percebi que Maria Socorro não ligou para dar parabéns à filha pelo seu aniversário", acrescentou Maria Lindalva. Ela afirma que foi à Espanha para confirmar pessoalmente se o corpo encontrado era o da filha, e, para isso, pediu ajuda às autoridades brasileiras, pois não tinha condições financeiras de viajar ao país europeu.

 

O corpo de Oliveira foi encontrado no dia 26 de fevereiro nas águas do rio Avia, na cidade de Ourense. A brasileira foi assassinada pelo espanhol Ramón F. A., 48, que foi detido após confessar que a matou depois discutir pelo preço de um programa.