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Em meio a pandemia do coronavirus, os principais órgãos de saúde do Estado, seguindo as recomendações da OMS, aconselharam a todos a não só ficarem em casa, mas também reforçar nossa higiene. Diante do medo de sair e se expor ao vírus, muitos estão preferindo pedir comida por serviços de delivery. Mas e se a empresa que faz a entrega não toma os devidos cuidados com a higiene, o que devemos fazer? Quais os riscos que isso representa para nossa saúde?

Pensando no esclarecimento dessas questões, o Cada Minuto entrou em contato com o infectologista Gilberto Salustiano, que explicou com detalhes como devemos proceder na hora de receber alimentos por meio desse serviço, além dos cuidados que devemos ter não só nesses casos, mas durante nossa rotina normal no dia a dia.

 “Usar luvas, máscara e toucas, para quem está confeccionando os alimentos; o entregador que vai levar o alimento para quem solicitou, deveria sempre ter uma máscara, porque ele já teve contato dentro da loja e, na rua, com outros clientes. Ao fazer a entrega, a gente tem que ter aquele cuidado de mínimo de um metro, isso a gente consegue”, disse Gilberto.

Salustiano disse ainda que, quem recebe o alimento também deve ter bastante cuidado na hora da entrega. “Quem recebe deveria já estar de máscara, pois não sabe quem vem de lá. Porque eu estou de quarentena, mas o entregador não está, ele continua fazendo uma prestação de serviço, então a gente precisa estar sempre de máscara”, explicou.

O infectologista disse ainda que, em caso de não poder usar as luvas, a higienização das mãos é de extrema importância e que pode prevenir outras doenças além da Covid-19.

“Estamos preocupados com a Covid-19, mas está tendo muitos casos de H1N1. Apesar de o governo ter antecipado a campanha de vacinação, estamos vacinando os idosos, e está aparecendo muita gente no Hospital com suspeita de H1N1 também. Hoje, todo mundo com doença respiratória, a primeira coisa que pensa é Covid-19. Mas a gente também tem H1N1, os pacientes alcoólatras, que tem imunidade baixa, pega tuberculose, então a gente tem que estar atentos para as outras doenças respiratórias também”, concluiu Gilberto.

Mas apesar da correria, há quem tome os cuidados necessários ao entregar e encomenda, mantendo sempre a higiene e zelando pela qualidade do serviço e se prevenindo do vírus. É o que relata José Alisson, que afirmou que não só a empresa para quem trabalha toma as devidas precauções nessas horas, como ele mesmo faz questão de ter em mãos seu álcool em gel.

“A empresa pede que a gente lave bem as mãos antes e depois das entregas, dá as luvas e máscaras. Mas sempre tenho comigo meu álcool em gel, que é pra manter as luvas que uso sempre higienizadas. E já que passo muito tempo na rua, pegando bastante em dinheiro, isso é importante não só para a minha higiene, mas também para passar tranquilidade ao cliente na hora de receber sua comida. Até no guidão da moto passo (o álcool). É um cuidado que tenho sempre”, afirmou Alisson.

E a preocupação com toda essa situação também faz parte do dia a dia de quem compra o alimento, e se estende ao bem-estar de quem entrega a comida. É o que conta a professora Joyse Silva, que acredita que o risco, nesses casos, é igual para todos.

“Acho um perigo, mais para os entregadores do que para nós, clientes, porque eles estão o tempo todo na rua, tendo contato com várias pessoas que podem estar infectadas. E sem o material de proteção devido, eles correm o risco de adquirir o vírus e ainda passar para as outras pessoas”, explicou.

Joyse conta ainda que sempre higieniza as embalagens com álcool em gel além de lavar bem as mãos, e faz um alerta: “Não é porque estamos dentro de casa que, se caso estejamos com o vírus, não podemos passar. Precisamos nos cuidar, não só pra não pegar, mas também para não transmitir”, concluiu.