Foto: Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Luciana Santana

Fazendo uma avaliação da pesquisa do Instituto Data Folha que apontou que a aprovação da condução da crise do novo coronavírus pelo Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chegou a 76%, a cientista política, Luciana Santana avaliou que existe um descompasso entre as ações técnicas e questões políticas.

“Há um descompasso entre ações que devem ser estreitamente técnicas contra algumas posições políticas, que ao meu ver são desnecessárias neste momento”, disse Luciana.

De acordo com a pesquisa, na rodada anterior, feita entre os dias 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12 para 5%. Já aqueles que enxergam o trabalho do MS como regular, o percentual foi de 31 para 18%.

Ao CadaMinuto, a cientista política comentou que Mandetta teve experiência no legislativo, mas era apenas conhecido em seu estado, sem muito destaque nacional. “A visibilidade de Mandetta no governo começa no início de 2020, quando iniciou a preparação do pais em relação ao enfretamento do Covid-19. Daí você tinha uma avaliação dele na casa dos 46%, de pessoas que já conheciam o trabalho dele ou de um público que é mais atento as ações do governo”, explicou.

Conforme a avaliação de Luciana, quando os casos começaram a aumentar de maneira expressiva, as ações do Ministério da Saúde acabaram ganhando mais visibilidade. “Isso fez com que ele seja muito mais conhecido e faz com que a sociedade possa ter parâmetro para fazer comparações e avaliações. Hoje dentro do Governo Federal ele se tornou um ministro de destaque por suas posições e recomendações, buscando sempre um perfil muito técnico”.

Questionada sobre a guerra fria que existe entre Mandetta e o Jair Bolsonaro (sem partido), Santana disse que há um desgaste e que avalia como negativo, devido à gravidade do problema que estamos vivendo e todo o seu impacto no sistema de saúde. “É muito mais do que um embate de legislativo e executivo, existem problemas internos que atrapalham o andamento e o desenvolvimento das políticas no pais”.

*Sob supervisão da editoria