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A ativista preta, a mineira *Maria Catarina Laborê  faz um reflexão sobre o golpe político de março de 1964:


O negro na ditadura militar


O Movimento Negro não escapou da perseguição da ditadura, por conta das suas manifestações de cunho racial. Os militares conseguiram distorcer o mito da democracia racial a seu favor e tacharam os militantes de impatrióticos, racistas e imitadores dos ativistas norte-americanos (que lutavam pelos direitos civis).
Entre tantas vidas perdidas, pouco se fala das vitimas negras da ditadura. Muitos dirigentes e guerrilheiros negros ficaram no limbo. Quem conhece a história de Osvaldão, que lutou bravamente no Araguaia? Ele foi a gura mais emblemática da guerrilha, e além das habilidades físicas e do porte atlético, foi descrito como um homem generoso e de grande coragem por quem conviveu com ele. Na região do Araguaia, até hoje é tido como herói, mas sequer aparece nos livros didáticos quando o assunto é ditadura e, ao contrário de vários militares, seu nome não intitula nenhuma escola pública.

*Professora,sindicalista,liderança movimentos sociais no Governo do Estado de Minas Gerais