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Qual a relação entre essas duas temáticas? Você sabia que 90% dos casos de violência acontecem na casa da própria vítima? O lugar onde deveria ser mais seguro, torna-se sua prisão. O confinamento, o distanciamento das pessoas, a diminuição da carga-horária de trabalho, a adaptação a uma nova rotina não esperada, a diminuição da fonte de renda, a sensação de impotência diante de tudo isso que  estamos vivendo dentre outras situações peculiares a cada família, acarreta também sentimentos de angústia, irritabilidade, falta de paciência e tensões no parceiro que acabam sendo acumuladas durante todo esse processo.

Toda essa conjectura aumenta ainda mais o risco de violência contra mulheres e meninas, especialmente a violência doméstica, onde está associada ao fato das mulheres ficarem mais tempo em casa onde muitas também perderam sua forma de sustento e permanecerão mais isoladas nesse período. Além também do impacto econômico ser uma das "barreiras adicionais" (diz a ONU) para deixar o parceiro violento.

A mulher tende a ficar ilhada em seu próprio sofrimento, pois nesse momento pedir ajuda pode ser um grande obstáculo adicional para fugir dessa situação. Mas, fugir pra onde? Não existe muita perspectiva nesse período de quarentena. Todo o contexto facilita a incidência de agressividade e violência por parte do parceiro, as mulheres estarão mais fragilizadas, os filhos mais ansiosos e irritados (comportamentos naturais inclusive para o momento de crise pelo qual passamos). As discordâncias de pensamentos e decisões tendem a ser um gatilho também para um comportamento violento.


Está sendo difícil lidar com toda essa sobrecarga de informações e inseguranças. A dificuldade em manter um certo equilíbrio emocional diante do contexto é aceitável para o momento, o que não é e não seria aceitável é a agressão e a violência contra as crianças e as mulheres.

Por isso, ajude denunciando:


⚠️ Se for um flagrante ligue para o disque 190.
⚠️ Se for violência doméstica contra mulher ligue para o disque 180
⚠️ Se for violência contra criança ou idoso ligue para o disque 100

Psicóloga Keyla Cristine
CRP-15/1900
Terapia Cognitivo-Comportamental 
Atende crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e Mulheres em relacionamentos abusivos