Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Hospital vai atender pacientes com diagnóstico positivo para o novo coronavírus

Com aumento do número de casos em Alagoas e a propagação da doença de forma comunitária, médicos voltaram a reforçar a necessidade do isolamento social como a única medida que temos disponível para limitar o avanço da Covid 19. Em todo o país, o Ministério da Saúde confirmou mais de 4 mil casos e 136 mortes, neste domingo (29).

Para médico Diogo Borba, especialista em clínica médica, neste momento é fundamental que as pessoas comecem a pensar em proteger o sistema de saúde, que não suportará uma alta demanda de pacientes infectados. “ É o momento do isolamento social. Para nos proteger, precisamos do estado. É fundamental garantir o funcionamento do sistema de saúde, ficar em casa é a nossa forma de proteger o SUS”, ressaltou ele.

O médico explica que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de letalidade gira em torno dos 3%, porém a necessidade de cuidados hospitalares (internamento em UTIs) é que realmente preocupa, tendo em vista temos um sistema de saúde sobrecarregado e não suportará o número de pacientes que necessitarão de cuidados intensivos.

“É uma doença recente e de disseminação rápida. Controlar a transmissão é a única ferramenta para diminuir a quantidade de afetados e consequentemente a necessidade de internamentos hospitalares”, afirmou Borba.

 O médico lembrou ainda que há 10 dias, o Ministério da Saúde reconheceu da transmissão comunitária do coronavírus (Covid-19) em todo o território nacional e assim puderam entender o comportamento da epidemia em diferentes momentos. “Inicialmente ela afeta somente casos importados de países que sofrem com a doença. Em seguida ocorre a transmissão local, quando pessoas que não viajaram esses países ficam doentes, porém ainda é possível identificar o vínculo com a pessoa que transmitiu o vírus. Por fim,  acontece a transmissão comunitária, quando não se pode identificar a pessoa fonte da transmissão do vírus”, explicou ele.

Por fim, o médico afirmou que “é preciso seguirmos a ciência e as experiências dos outros países, não há espaço para teorias da conspiração baseadas em mensagens de whatsapp ou fake News”.