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O ex-procurador-geral de Justiça, ex-secretário de segurança pública do estado de Alagoas e atual pré-candidato à prefeitura de Maceió, Alfredo Gaspar de Mendonça, conversou com o Cada Minuto entrevista desta semana e destacou que "não vai ser nenhum partido irá lhe tirar da estrada correta da vida".

Alfredo explicou quando o desejo de ingressar na política surgiu em sua vida e pontuou que espera que a cidade de Maceió venha ser palco de uma campanha limpa e sem ataques, pois ataques não fazem parte de sua conduta. “Quero dizer que essa maloqueiragem jamais partirá do candidato Alfredo, sou um homem de princípios, tenho propostas, tenho conteúdo”, disparou.

Alfredo tem 49 anos, nasceu na cidade de Maceió, iniciou a carreira no Ministério Público Estadual (MPE), em 8 de abril de 1996 na promotoria de Justiça da cidade de Maravilha. Atuou como promotor nas cidades de Palmeira dos Índios, Satuba, Paulo Jacinto, Quebrangulo, além de ter exercido seu ofício em várias promotorias especializadas da capital.

Gaspar já integrou o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e em 2015, comandou a Segurança Pública de Alagoas. Confira a entrevista abaixo:

CM: O senhor tem uma carreira como agente público muito elogiada, mas o que levou a ingressar na política e quando se deu conta disso?

Olha, eu sempre fui um homem obstinado, desde pequeno minha mãe falava que eu era um rapaz de palavra, pois quando eu decidia uma coisa eu percorria esse objetivo e a minha mãe sempre foi minha grande incentivadora. Ela sempre dizia isso, mas um certo dia ainda criança eu acreditei que aquilo que eu falava eu tinha que correr atrás para cumprir com minha palavra. No Ministério Público Estadual (MPE), eu consegui desenvolver e amplificar aquele meu sentimento de resolver problemas, lá eu passei vinte e quatro anos e funcionei desde clínica geral, ou seja, como um promotor que trabalhava com todas as áreas de problemas da sociedade, e você tinha que dar as respostas que a população precisava, mas também respostas com resultados. Depois eu me especializei em uma área muito importante do MP que é a área do crime contra a vida e foi daí que eu dei um passo maior e passei a ser coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (GECOC), quando eu tive a oportunidade de combater o desvio de recursos públicos que iria lá para a ponta, que eram os recursos da educação, da saúde e passei a ver que o trabalho do promotor de justiça poderia fazer muita diferença nessa área social tão necessária que era a educação e a saúde. 

Passei a ter mais discussões internas sobre esses dois temas tão importantes, foi então quando eu tive a oportunidade, após o trabalho no GECOC, a ser convidado para ser secretário de segurança. Abriu uma outra janela para que eu pudesse entender que nós não poderíamos apontar somente os erros e que deveríamos mostrar as soluções, o que sempre foi muito desafiador para mim. Enfrentar situações difíceis para que pudéssemos apresentar soluções. É os promotores que sempre mostrávamos quando a polícia estava e está errada, é o promotor que apontava e aponta o dedo para mostrar que o estado é o mais violento e agora eu tinha a oportunidade como gestor de que sabia fazer diferente.

Assim como a minha trajetória no Ministério Público, na secretaria de segurança eu tive muito contato com a população e vi que esse contato me fazia bem, eu estava gostando daquela dinâmica, eu estava gostando de ir à rua, como sempre foi meu jeito. Nunca gostei de estar dentro de escritório, sempre gostei de ir até onde as áreas estavam criticas e isso me despertou um sentimento bom.

É como se enquanto promotor de justiça eu tivesse uma janela próximo a população, como secretario essa janela me permitiu uma amplitude maior e quando o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que eu saísse eu tive a oportunidade de ser escolhido para chefia o MP. Foi quando abrir uma pauta para que pudéssemos debater problemas comum da sociedade e receber a população, foi como tudo isso foi amplificando o meu desejo de não está em serviço burocrático, está em um serviço que pudesse cada vez mais mudar a vida das pessoas cuidando delas e resolvendo os problemas.

Até que um dia, eu não consegui mais deixar esse sentimento de forma internalizada. Discuti com a minha família e expliquei que aquilo estava sendo mais forte do que a minha prudência ou vontade de permanecer na carreira do MP, pois eu não achava justo que eu estivesse no Ministério Público, saber resolver os problemas e ser impedido de estar nas funções para resolver.

Foi quando eu disse a minha família que eu estive pensando em tirar férias e em ir para política e a minha família e disse que eu estava com quase cinquenta anos, que eu estava perto de me aposentar e frisou que as pessoas não compreendem muito que existe gente com vontade de deixar um futuro de tranquilidade para entrar na política, uma política tão desacreditada. Eu neguei muito a política, mas vi e cada vez mais vi que esse meu desejo se amplificava, ainda mais quando entendi que era somente na política que as coisas se resolvem.

Então foi quando eu resolvi dar um passo adiante, mesmo sabendo que deixaria para trás a minha estabilidade e a garantia do meu futuro para realizar sonho com objetivo. Eu quero cuidar das pessoas e mudar a vida das pessoas. Eu só vou viver uma vez. Eu tenho direito como cidadão nascido aqui em Maceió de ter esse sonho e buscar realizá-lo.

CM: Algumas pessoas criticaram a sua possível aliança com o MDB, já que você afirmou ser contra a velha política. O que tem a falar sobre isso?

A primeira coisa é que eu tenho 49 anos, tenho um longo serviço já prestado ao estado de Alagoas, o meu caráter foi definido ao longo da minha jornada, com os princípios de vida repassados pela minha família. O Alfredo antes do MP, durante o MP e depois do MP é o mesmo homem, com os mesmos princípios, os mesmos ideais, com identidade formada e com o caráter definido. Não vai ser partido nenhum que irá tirar da estrada correta da vida.

O Brasil tem aproximadamente trinta e nove partidos, todos eles com defeitos e virtudes. Eu fui ser secretário de segurança pública do governo Renan Filho, convidado pelo governador, sem ao menos nunca ter tido a oportunidade de ter conversado com ele, a não ser no convite. Eu fui para fazer um trabalho técnico e lá tive total autonomia e independência, conseguimos nessa parceria retirar a cidade de Maceió do primeiro lugar do ranking de violência e Alagoas do primeiro lugar do ranking de violência, depois de quase uma década com esses dois índices perversos. Olha, o Alfredo promotor de justiça, foi o mesmo Alfredo secretário, foi o Alfredo com autonomia e independência. Fui procurado pelo governador Renan Filho e também fui procurado pelo prefeito Rui Palmeira, ambos para dar o apoio ao projeto que eu tenho para Maceió. São dois gestores bem avaliados e a única coisa que eu perguntei foi, qual era o meu compromisso com esse apoio? E ambos me responderam que eu tenho a maturidade, a competência e que tenho a confiança para fazer na prefeitura de Maceió o trabalho que as dificuldades exigem.

O MDB foi o partido da redemocratização, na minha juventude, foi o partido que eu vi implantar neste país a necessidade imediata de eleições, a necessidade imediata de passar uma página e fazer fortalecer a democracia. Aqui em Maceió eu ficava embaixo do palanque vendo diversos líderes do MDB discursar, como Moura Rocha e José Costa. Eu acompanhei isso ao longo da minha trajetória. O MDB já prestou grandes serviços ao país. Quando eu fui convidado pelo Governador do estado e tão somente por ele para ingressar no MDB e ter a certeza e garantia do apoio partidário para concretizar o projeto para Maceió surgiu na minha cabeça o questionamento, qual o partido que não tem problemas? Qual o partido que o brasileiro mais se identifica ou que o brasileiro acredita que não tem vícios? É mais fácil a minha ida para o MDB, eu consegui disseminar os meus princípios do que ter desviado o meu caminho. Eu sou um homem que tenho convicções, eu sou um homem que na estrada da minha vida eu tive obstáculos e tive oportunidades de fazer o errado e eu segui na mesma estrada correta. Então ninguém pense e nem venha com o discurso de que partido ou pessoas irão me tirar do meu prumo ou do meu objetivo que é continuar sendo um Alfredo integro e correto.

CM: Analistas políticos falam que o resultado das eleições é pouco incerto, apesar das fortes alianças, pelo fato do senhor nunca ter sido testado nas urnas. Acredita nisso? Esse pode ser fator surpresa?

Olha, você sabe o que é uma pessoa nunca ter pulado de paraquedas? Eu nunca pulei de paraquedas, mas obstinado como eu sou, resolvi deixar a estabilidade para viver o meu sonho com objetivo definido é como se eu tivesse pulado de paraquedas sabendo que eu queria chegar no chão para realizar esse sonho, mas esse paraquedas ele precisa abrir e precisa me dar a segurança que eu irei pousar. No momento, eu pulei do avião, mas eu quero cuidar das pessoas. A campanha é próprio voo, eu darei o melhor de mim, com meus pés no chão, com muita humildade, uma campanha correta, uma campanha sem ataques, pois eu não acredito em pessoas que procuram descontruir outras. Eu sou um homem de princípios e os que tenho em minha vida eu levarei comigo para minha vida política. O meu adversário não são os outros, conseguindo êxito para ser prefeito de Maceió os meus adversários serão os problemas que a população tem, são esses que eu quero aniquilar e eu quero resolver.

Você pode me perguntar se estou preocupado em ser ou não eleito, e eu te digo que uma vez tendo a confiança da população, que eu consiga resolver os seus problemas, está tudo certo. Quando fui procurado pelo governador e pelo prefeito eu disse a eles que não achava que dois gestores tão bem avaliados não deveriam estarem distantes. A população quer a união de forças para que possam trazer bons resultados. Todos estes apoios são muito importantes, mas o objetivo é bem maior que isso. Pulei de paraquedas e quero chegar no chão com minhas próprias pernas e caminhar com elas, mas sabendo que estou fazendo essa missão em prol do povo.

CM: Como espera o transcorrer do pleito eleitoral, principalmente sobre os ataques dos adversários?

Devo ser e já estou sendo alvo de diversas notícias falsas e ataques, mas quero dizer que essa maloqueiragem jamais partira do candidato Alfredo, sou um homem de princípios, tenho propostas, tenho conteúdo e não preciso desmerecer quem quer que seja. Eu entrei na política para caminhar com os mesmos princípios, da minha parte os demais candidatos só terão elogios. Quero trazer para Maceió propostas que sejam postas em prática e que mudem a vida da população para melhor.

Pode ter certeza que quando você vê ataques relacionado a mim, você saberá que o Alfredo não respondera ataque com ataque, o meu perfil é responder ataque com proposta. Ataques ficam para aqueles que nada tem para apresentar. Quando tomei essa decisão eu sabia que iria entrar em um mundo difícil e diferente, mas esse mundo não vai mudar a minha personalidade.

CM: Enquanto cidadão, qual a avaliação que você faz da gestão de Rui Palmeira?

Olha, como promotor de justiça e fiscalizando algumas destas ações que chegavam até a mim, não só do Rui Palmeira, mas como também dos outros gestores. O Brasil está passando por crises continuadas, eu sei das dificuldades que os gestores têm ao longo da jornada. O que eu posso dizer de uma forma ampla é que o prefeito Rui Palmeira é uma pessoa boa, competente, honesta e que tem uma imagem boa perante a população. Todas as vezes em que estive ao seu lado, notei da parte dele uma vontade muito grande de solucionar os problemas, então isso me cativou. Sempre vi no Rui a imagem de um homem simples e com vontade de resolver. Sei que a prefeitura tem problemas que precisam serem resolvidos, questões que precisam ser melhoradas e outros que precisam ter mais eficiência e isso é natural. Eu serei um candidato que vai manter o que estiver bom, melhora o que tiver de melhorar e consertar o que estiver errado. Nenhum gestor estará isento de críticas e nenhuma gestão está tão boa que não possa ser melhorada. 

CM: Qual a sua principal ideia/proposta, caso você seja candidato?

Eu não posso ter a vaidade de achar que eu, Alfredo, sozinho terei a solução para todos os problemas, essas soluções precisam terem discussões, discussões estas que eu já estou fazendo com a sociedade, com técnicos, com propostas que já existem no mundo moderno e efetivamente depois de todo esse apanhado, junto com aquilo que eu penso, iremos estabelecer critérios que venham mudar para melhor muitas situações que incomodam a população, na saúde, na educação, na mobilidade, no emprego, na habitação e dentre outros eixos. O que eu posso e já tenho experiência suficiente para dizer que é que o Alfredo, apesar de ter alguns cabelos brancos é o único que tem experiência para fazer o verdadeiro novo e a inovação.

O Alfredo é um homem que saiu de uma vida profissional devidamente estabelecida e reconhecida se doando para fazer o novo e para com inovação ter os problemas velhos resolvidos mediante condutas novas. Não tem esse negocinho de estar todo bonitinho em rede social dizendo que vai resolver problema, não conte comigo, eu não me preocupo com essa parte da aparência, me preocupo em resolver problemas. Eu tenho a experiência suficiente. A minha cabeça é um turbilhão que traz soluções simples para problemas crônicos.

 

*Sob supervisão da editoria