Foto: Fecomércio/Ascom/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Faltando três dias para terminar o período de isolamento social e a suspensão do funcionamento do comércio, determinados no decreto estadual, empresários e comerciantes alagoanos começaram a pressionar o Governo do Estado para o retorno das atividades.

Com o decreto do governo, elaborado para conter a propagação do novo coronavírus no estado, Renan Filho determinou o fechamento imediato de lojas e estabelecimentos que pratiquem o comércio, templos religiosos, igrejas, museus, cinemas, shoppings e galerias. No entanto, com queda livre das vendas e arrecadação, os empresários e comerciantes criaram uma corrente pedindo retorno das atividades após o período de 10 dias anunciado.

 No dia em termina o primeiro prazo do isolamento social, na próxima segunda-feira (30), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra, convocou todo o setor produtivo para participar de uma reunião que irá discutir a retomada das indústrias e comércio em Alagoas.

 José Carlos havia afirmado que estava mantendo contato com o governo para assegurar que caso haja necessidade de renovação do decreto, as indústrias não voltem a ser incluídas. Essa movimentação de retorno das atividades tem sido também vista no comércio varejista.

 Em Arapiraca, o Sindicato dos Lojistas (Sindlojas) e a Câmara dos Dirigentes dos Lojistas (CDL) estão formalizando um documento conjunto, a ser entregue ao governador Renan Filho,  mostrando a necessidade econômica do retorno das atividades, atentando para os cuidados específicos orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 "O Governador falou ontem que com a atual realidade, não vê dificuldade em reabrir o comércio na próxima semana e nós partilhamos desse pensamento. A gente quer incentivar para que os comerciantes reabram na terça-feira. Ainda estamos 'rabiscando' esse documento e vamos nos comunicar para poder formatá-lo", Carlos Júnior, presidente do Centro Novo.

 Em nota, o presidente da Associação Comercial de Maceió Kennedy Pinaud afirmou que segue em tratativas diárias com o governador Renan Filho e com prefeito de Maceió, Rui Palmeira, avaliando a situação do momento e com informações das autoridades de saúde pública.

 “Ao passo que encaminhamos uma solicitação de reabertura do setor produtivo e das instituições públicas. Defendemos que esse retorno se dê de forma gradativa e planejada, com horários especiais de funcionamento, para que a vida normal volte a ser construída e que os milhares de trabalhadores do setor produtivo alagoano possam também enfrentar esse momento único e tão delicado em nossa história”.

Prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhões

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fercomércio) estima um prejuízo de R$ 1,6 bilhões caso a suspensão das atividades do comércio seja mantida por mais 20 dias.  Em uma nota técnica, a entidade explicou que o setor de comércio e serviço representa 49% do PIB e é responsável por 66% dos empregos em regime celetista no estado, o que vem gerando ao longo desses 10 dias uma queda de R$ 530 milhões, que deixaram de ser arrecadado.

“Reconhecemos a importância das medidas de proteção coletiva no intuito de preservar a saúde da população a lagoa na, preservando nosso capital há um ano. Reconhece, também, que a suspensão das atividades do Comércio e de Serviços gera o desaquecimento da economia e, por consequência,  o desemprego.  Por  este  motivo  nos  posicionamos  no sentido  de  que é indispensável equilibrar os interesses da sociedade e do setor produtivo para  que  o desenvolvimento seja contínuo, criando oportunidade a todos. Por isso, esta entidade mantém  suas tratativas com o governo requerendo a não prorrogação da paralisação”, informa a nota.

*Estagiário com supervisão da editoria.