© JUAN MEDINA/Reuters/Direitos reservados Saúde Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Disparada de casos de coronavírus testa sistema de saúde da Espanha

A Espanha relatou seu maior aumento diário de casos de coronavírus nesta terça-feira (24). As infecções entre agentes de saúde cresceram e carros funerários começaram a chegar à pista de gelo de Madri, transformada às pressas em um necrotério improvisado.

O Ministério da Saúde comunicou cerca de 6.600 casos novos e 500 mortes de madrugada. Com quase 40 mil casos e 2.696 mortes, a Espanha é o país mais atingido da Europa depois da Itália.

Cerca de 14% de todas as infecções afetam agentes de saúde, o que o chefe de emergências de Saúde, Fernando Simon, atribuiu à disponibilidade limitada de equipamentos de proteção e a vários surtos inicias do vírus em hospitais.

Ele também alertou que a pressão sobre as unidades de tratamento intensivo continuará depois que a transmissão do vírus entre a população geral tiver atingido um pico.

Ecoando essas preocupações, o sindicato de enfermeiras Satse pediu conjuntos de exames e medidas drásticas para ajudar a amparar os hospitais de Madri, que disse estarem "à beira do colapso".

Na segunda-feira 9230, autoridades da capital espanhola concordaram em transformar o Palácio do Gelo, que abriga uma pista de patinação de tamanho olímpico, em um necrotério.

Os militares desinfetaram 179 casas de repouso no mesmo dia e planejavam limpar outras 96 nesta terça-feira (24), disseram autoridades.

A Procuradoria iniciou uma investigação depois que a ministra da Defesa, Margarita Robles, disse que o Exército encontrou corpos abandonados em casas de repouso. Ela não disse o que causou as mortes.