Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Fernando Pedrosa, presidente do Cremal

O presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, durante esta semana, estimou que para cada caso de doença confirmado pelo novo coronavírus, existem outras 15 pessoas infectadas sem diagnóstico. Essa estatística se deve, principalmente, pela demora do resultado que identifica o contágio do COVID-19.

Mas de acordo com o Conselho Regional de Medicina em Alagoas (Cremal), com oito casos confirmados, até esse momento, dados de subnotificações ainda não podem ser levados em consideração no Estado.

Segundo o infectologista e presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, os casos de subnotificações de infectados pelos coronavírus vão precisar de uma atenção maior somente quando surgir o primeiro caso de contágio local, daquelas pessoas que não têm histórico de viagens para países ou regiões com surto do vírus.

“Essa possibilidade realmente existe, como qualquer outra situação, mas nós não temos base para isso. O melhor a se fazer é acompanhar as informações pelos canais oficiais, como o da Secretaria de Estado da Saúde”, disse o presidente do Conselho.

Ainda de acordo com o médico, esses são números que dificilmente podem ser “escondidos” pelo Poder Público. Por esse motivo, a população precisa acompanhar os dados oficiais divulgados pela Sesau.

“Podemos ter casos com sintomas mais leves e casos que se assemelhem a outros tipos de gripo. Mas uma hora ia acabar aparecendo um caso mais grave. E por enquanto, nada disso aconteceu”, completou o infectologista.

Fernando Pedrosa disse também que a categoria está assustada, tanto quanto a população. E mesmo expostos aos riscos de contrair o COVID-19, os médicos não vão “cruzar os braços” e deixar de atender os pacientes.

O Cremal reconheceu ainda a necessidade de reforçar os atendimentos nas unidades de saúde. “A iniciativa deve ser tomada pelo Governo, mas contará com o nosso apoio”, disse o presidente da entidade.

Segundo Pedrosa é preciso ainda que o Estado capacite profissionais da medicina para atuar nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs), pois existem muitos médicos que podem ajudar num momento mais crítico do COVID-19 em Alagoas.

*Estagiário com supervisão da editoria.