Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Sinmed vai à Justiça e pede afastamento de médicos idosos

O Sindicato dos Médicos do Estado de Alagoas, diante do cenário de pandemia do Covid-19, ajuizou na última sexta-feira (20), uma ação para afastamento ou realocação dos médicos integrantes do grupo de risco pela contaminação do vírus. A ação foi ajuizada contra o Estado de Alagoas.

Segundo o sindicato, a ação busca “obter uma tutela judicial de afastamento, sem prejuízo da remuneração, ou realocação para áreas não expostas à contaminação pelo CORONAVÍRUS, dos médicos que integram o grupo de risco pela contaminação do COVID-19”.

De acordo com o sindicato, conforme é consabido, o vírus possui alta taxa de letalidade entre os idosos, as gestantes e lactantes e as pessoas portadoras de comorbidades e doenças crônicas, tais como os soropositivos para HIV, diabéticos, portadores de tuberculose, câncer, doenças respiratórias, cardíacas, imunodepressoras ou outras suscetíveis de agravamento pelo contágio pelo COVID-19.

Para o Presidente do SINMED, Marcos Holanda, as ações seguem recomendação do Conselho Federal de Medicina – CFM e pretendem corrigir a insensibilidade e a insensatez do Secretário de Saúde do Estado de Alagoas, Alexandre Ayres e do Governador Renan Filho. 

“O governador e o secretário estão agindo em sentido contrário às determinações do Ministério da Saúde e as orientações do Conselho Federal de Medicina. Estão colocando os médicos do grupo de risco no front das trincheiras de atendimento público de saúde, o que é uma temeridade. Se amanhã ou depois algum desses médicos forem contaminados e morrerem, eles serão responsáveis! Tenho certeza que os familiares irão cobrar deles e nós também”.

Para Marcos Holanda, a exposição dos médicos que integram o grupo de risco ao contágio pelo vírus, além de atentar contra as suas vidas, pode representar o colapso do sistema público de saúde: “A partir do momento que um desses médicos é contaminado, o que é inevitável, além de perdermos um servidor que poderia estar contribuindo no atendimento, ainda que remoto, com orientações à comunidade, nós ainda precisaremos ocupar mais um leito de UTI ou UCI que já são tão insuficientes para o enfrentamento da pandemia. Se o governo continuar agindo dessa forma, profissionais vão morrer e o sistema vai colapsar”, afirmou.       

*com Assessoria