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Quando comparamos o cenário atual com o período em que a mulher não possuía o direito de votar, o período que precisava de autorização do marido para trabalhar, o período em que a violência doméstica era ignorada pelo direito e pela sociedade... os tempos atuais remetem o Dia Internacional da Mulher à ares de celebração. Sim, há muito o que comemorar, mas, não podemos gestar um conformismo em nos bastar ao estágio que chegamos.

A evolução do direito à liberdade para as mulheres precisa ganhar novos capítulos para superar os desafios da atualidade, sejam as imposições externas de um mercado que tenta moldar a sociedade, sejam algemas de ambientes familiares sombrios.

Fora de casa há a pressão do mercado que tenta aprisionar as mulheres a um padrão de corpo feminino que ignora a diversidade de corpos e gostos, um padrão quase inatingível: ou se está magra demais, ou gorda demais, ou o tom do loiro não é o da moda... ou a precarização do trabalho que insiste em pagar salários menores. Dentro de casa a violência doméstica não escolhe classe social ou grau de instrução, ou uma educação que aprisiona meninas num hipotético limite de coisas que seriam possíveis à meninas e coisas que não são de meninas.

A liberdade é uma construção histórica, não se limita à aspectos objetivos, a expansão da sua noção passa pela clareza de qual liberdade se pretende materializar, sua interpretação dá margem à noções distintas. O progresso da noção de liberdade passa pelo desfazimento de amarras na consciência de homens e mulheres. Sim, mulheres! Há mulheres machistas, da mesma forma que há homens feministas e homens e mulheres que não despertaram para a importância de dar sua parcela de contribuição à necessidade de construirmos uma sociedade com mais liberdade e igualdade de oportunidades para as mulheres.

Uma luta pela liberdade que não produza outras amarras e estereótipos, como uma parcela do movimento feminista que tenta enquadrar os homens após a tricheira, em campo adversário, e de outra forma tenta aprisionar mulheres dentro do que pode e do que não pode. Que a liberdade ganhe ares de diversidade, de respeito e solidariedade!!!