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Com os cortes na Selic (a taxa básica de juros) e a redução do valor cobrado pelos bancos em termos de juros para financiamento imobiliário, a modalidade aumentou as chances de aproximar o brasileiro de seu sonho. Foram R$ 76,09 bilhões entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, possibilitando compra e venda de 266,3 mil imóveis durante o período.

 

Ainda que seja a opção mais procurada por quem busca comprar um imóvel, algumas precauções devem ser observadas antes de qualquer investimento. É sobre elas que vamos falar nesse artigo.

 

 

 

 

1. Fique atento às cláusulas contratuais

 

E também às mudanças de regras. É importante fazer uma leitura com bastante atenção do contrato e até mesmo procurar um especialista na área jurídica para auxiliá-lo durante o processo. Muitos dos pontos tratados nesse tipo de documento podem ser negativos a longo prazo (ainda mais levando em consideração que um financiamento pode durar até 30 anos!) e precisam ser estudados antes da sua assinatura.

 

 

2. Reúna os documentos certos

 

Com o objetivo de otimizar o processo do financiamento imobiliário, é importante que você faça um checklist de todos os documentos exigidos pela instituição financeira. Qualquer irregularidade encontrada no que você apresentar pode atrasar o processo de financiamento já que você deverá corrigir o problema, acarretando em uma eventual perda de oportunidade se o imóvel for negociado antes do seu processo.

 

3. Fique de olho na sua renda

 

As parcelas de um determinado financiamento não podem superar 30% do valor da sua renda. Ou seja, se você ganha R$ 5.000,00, as parcelas só poderão comprometer até R$ 1.500,00 por mês, segundo o Plano de Comprometimento de Renda com base na lei 8.692/93. Caso o valor ultrapasse esses 30%, você tem ao menos três alternativas: procurar um imóvel de menor valor; buscar uma forma de aumentar o valor de entrada (cujo mínimo é 10% do valor total do imóvel); ou combinar a sua renda a de outra pessoa para permitir o aumento do valor de cada prestação.

 

4. Taxas extras

 

Muitos valores agregam-se ao montante final pago por um apartamento. Além da entrada e das parcelas do seu financiamento, é preciso preparar o bolso para as despesas que envolvem o cartório como a emissão da escritura, que giram entre 2% e 3% do valor total do imóvel, e o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), cerca de 2% a 5% do total, dependendo da cidade onde o imóvel está sendo adquirido.

 

5. Imprevistos podem acontecer ao longo do caminho

 

É preciso pensar em todos os cenários quando o movimento que você está planejando irá durar até 30 anos. Estabilidade no emprego, idade e saúde são temas que precisam ser refletidos de maneira sincera. Além disso, prestações que giram muito perto dos 30% da renda exigem um planejamento econômico mais apurado pois é um comprometimento alto levando em consideração as outras despesas com as quais você arca todo mês.

 

Antes de mais nada, o mais importante a se fazer é conversar com a sua família para compreender qual é o melhor caminho a ser tomado. Sucesso na realização de seu sonho!